Um partido político à moda do antigamente

O PSD faz jus aquela máxima que diz que “vale tudo menos tirar olhos”. Só que neste caso nem sei se os olhos estão a salvo.

Parece-me que o PSD anda a imitar a extrema direita. Então digam-me, para que querem os extremistas a imitação se têm o original? Ou estarei enganada? Estará o PSD a fazer de si mesmo já que tudo serve aos seus homens do Seixal. 

Eles canibalizaram o êxito de Pedro Pichardo nos jogos Olímpicos e fizeram uns cartazes vergonhosos de anticomunismo serôdio. Ele até os pode ter autorizado, mas saberá português de modo a compreender que está a ajudar a ofender uma parcela significativa dos portugueses. 

Escrevem coisas como estas em cartazes de campanha para as eleições autárquicas 2021: “fuja do comunismo e tenha uma vida de ouro; só mesmo os comunistas podem fumar charutos”, isto e muito mais. O PSD julga que assim vai ganhar as eleições no próximo dia 26 de setembro no Seixal. Este partido obteve, em 2017, 11,84% dos votos. Agora faz jus àquela máxima que diz que “vale tudo menos tirar olhos”. Neste caso nem sei se os olhos estão a salvo. 

Os portugueses devem estar recordados da “vida de ouro” que sempre lhes foi concedida quando o PSD foi governo em Portugal. De certeza que muitas pessoas viram aqueles tristes cartazes, como eu, no Facebook. Não sei se os penduraram pela cidade.

Julgam que assim ganham a câmara? Ainda não viram que o original sabe fazer este tipo de intervenção muito melhor? Então aguardem que a resposta não tarda.

Imagem: Jornal de Abrantes

Lisboa merece mais do que trocos

PORTUGAL

Este ano Portugal vai eleger os órgãos autárquicos. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) na sua página da Internet indica a data setembro/outubro.

Os partidos políticos e os candidatos há muito tempo que se movimentam apresentando os homens e as mulheres (poucas) como cabeças-de-lista.

Em Lisboa começam a pendurar cartazes. O PSD à saída do viaduto Duarte Pacheco, a caminho das Amoreiras e do Campo de Ourique, mostrava o seu candidato. Vi-o lá e umas duas horas depois já tinha sido retirado. Talvez alguém tenha pensado, como eu, que a frase que acompanhava a fotografia do engenheiro podia dar argumentos para os criativos brincarem.

Eu até pensei, a partir daquele texto, que podia oferecer um slogan de campanha a quem estivesse interessado. A minha proposta é assim: “Porque havemos de querer moedas se podemos ter notas. Lisboa merece mais do que trocos”.

Em 74 candidatos há seis mulheres

Pontos de vista

Começam a ser feitas assim as listas do PSD às eleições autárquicas. 

Rui Rio leu hoje em Coimbra os nomes de cinco mulheres que serão candidatas à liderança de câmaras municipais. Entre 51 candidatos 10% são mulheres. Quando um jornalista lhe perguntou sobre o reduzido número de mulheres, Rio respondeu (cito de memória) que é muito difícil encontrar mulheres. Ele devia querer dizer mulheres competentes para cargos de topo, porque homens, tudo leva a crer, há por aí aos molhos e não lhes faltam competências, já elas têm de ser bem esmiuçadas para serem aceites. 

Depois de ver a conferência de imprensa, lembrei-me que já tinha ouvido noticiar outras candidaturas. Então fui confirmar na página da Internet do PSD e lá estava: A Comissão Política do PSD tinha homologado 23 candidaturas. Pesquisei aquela lista e saibam que entre 22 homens está uma mulher, o que equivale a 4 %.

Claro que o PSD vai dizer que a Lei da Paridade não se aplica aqui. Contará cumpri-la na ordenação das listas?

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