Além da Troica até quando?

 Já que outros tomaram a iniciativa esfregam as mãos de contentes.

A Autoridade Tributária (AT) esmifra o meu dinheiro há muitos anos, mas, pelo menos, facilita-me a vida quando preciso de preencher os formulários. Hoje estive calmamente a preencher, na minha declaração de IRS, o pouco que o automatismo não tinha lá colocado.

A minha calma desapareceu quando fiz a simulação. Este clic dou-o sempre na esperança de que o resultado desta ação seja uma boa notícia, mas não, ainda não é este ano que isso acontece.

Vejam bem que até tive a sensação de que a AT estava a ver-me e rir-se na minha cara, mas não. Pois, talvez para me consolar, quando acabei as operações necessárias apresentou-me um gráfico onde me mostrou para onde está a ir o montante que eu desconto de IRS todos os anos.

Ora vejam que até fiquei mais serena. Mesmo assim, como faço muitas vezes, tenho de lhe perguntar quando está a pensar repor aquela tabela de IRS que os senhores que foram além da Troica atiraram para o arquivo morto?

Os atuais governantes não legislariam no sentido de criar “um enorme aumento de impostos”. É verdade? Pelo menos é isto que fazem crer às pessoas que lhes dão maiorias absolutas. Mas já que os outros tomaram a iniciativa esfregam as mãos de contentes.

Ah pois!

Imagem: Autoridade Tributária

A barragem leva muita água

Em Portugal

Se eu pudesse enchia-as todas até ao gargalo e ainda ficava aqui metade desta água.

Fez ontem vinte anos que a barragem do Alqueva começou a encher. Hoje é um “mar de água” naquele Alentejo. Quem olha dificilmente imagina a quantidade que ali está presa. Ontem, 2022/02/08, pelas 20h e 40m, a RTP apresentou uma reportagem sobre a barragem, que incluía as declarações de um homem que sabe comunicar. É o senhor Nixon, dono da empresa Alqueva Tour.

Ouvi-o explicar a capacidade de armazenamento de água da barragem do Alqueva. O senhor Nixon disse assim: “Se eu pudesse levar água daqui para as seis barragens mais altas do que o Alqueva enchia-as todas até ao gargalo e ainda ficava aqui metade desta água. Assim já conseguem ter uma ideia da sua capacidade”. É verdade, dito assim, dá para imaginar.

Imagem: Desobrigado.com (captada da TV)

Raposas a guardar o galinheiro, não

Portugal

Hoje senti um friozinho nas costas quando ouvi, na radio Antena Um, entre as 10 e as 11 horas, o secretário-geral do Partido Social Democrata (PSD), José Silvano, dizer que Portugal precisa de mais produção e de menos distribuição. A jornalista não pediu descodificação da mensagem e devia tê-lo feito, para esclarecer os ouvintes.

Assim, temos de estar atentos às palavras dos responsáveis políticos, mesmo que eles sejam figuras de segundo plano dos partidos. Estamos agora a tempo de fazer as escolhas políticos. O dia 30 de janeiro de 2022 é já no próximo domingo.

O PSD ofende-se quando alguém lhe recorda que cortou a direito nos rendimentos de trabalho e nas pensões dos portugueses, diz que isso foi lá atrás. E não vai repetir na próxima crise? Então o que quer dizer com menos distribuição? os portugueses têm o direito e o dever de estar atentos.

Pelo sim pelo não é melhor não colocar a raposa a guardar o galinheiro.

Barco de pesca versus navio cruzeiro

Portugal

Um navio cruzeiro com cerca de 4200 pessoas a bordo entrou no porto de Lisboa com 52 infectados pelo SarsCov2.

Acabo de ler na Lusa que as pessoas que testaram positivo para a Covid-19 foram colocadas de quarentena em hotéis da cidade. As restantes, mais de 4000, foram autorizadas a sair do navio.

Também li na Lusa que, em Viana do Castelo, no dia 30 de dezembro os pescadores, que faziam quarentena desde o dia 19, foram autorizados a sair do barco, depois de testarem negativo para a Covid-19.

Mais palavras para quê?

Negativo? Não. Não detetável é o termo usado

Caso alguém, como eu, não esteja corretamente informado.

Se fez um teste para saber se está, ou não, infetado com o SarsCov2 não espere encontrar no relatório a palavra NEGATIVO. É verdade que é este o termo que ouvimos constantemente quando nos informam como podemos ultrapassar algumas restrições impostas para prevenir os contágios.

Um dia destes fui fazer um teste ao SarsCov2. Queria ir visitar uma amiga que só pode receber quem apresente um resultado NEGATIVO, para além de fazer a prova da vacinação completa.

Quando recebi o relatório por e-mail, tal como tinha pedido, embora não me sentisse doente, tive um sobressalto, pois não encontrei a informação que tanto queria. A palavra NEGATIVO não estava lá. E não estava, soube mais tarde por alguém que domina esta matéria, porque os técnicos não podem responsabilizar-se escrevendo que o resultado é NEGATIVO. Por isso a palavra, ou melhor dizendo, as palavras NÃO DETECTÁVEL substituem a palaVra NEGATIVO.

Imagem: SNS (Portugal)

Ganharam com a Covi-19?

Os carros grandes cresceram. As suas dimensões estão maiores. Em número não sei, mas que o seu tamanho afronta os pequeninos que se encolhem entre eles não tenho dúvidas.

Foi a doença destes quase dois anos? era a isto que se referia o secretário de Estado que foi à Europa dizer que Portugal ganhou com a pandemia?

Imagem: Desobrigado.com (estacionamento do Amoreiras Plaza, Lisboa, Portugal)

Eles falavam mal do meu país e a minha raiva crescia, crescia

Palavras que mordem

Sentados à mesa do café, dentro de um centro comercial, em Lisboa, Portugal, com três chávenas de café vazias na mesa, sem máscaras, três brasileiros, dois homens e uma mulher, recriavam-se a falar mal do meu país. Eu ouvia-os e a minha raiva crescia.

Um dos homens, o que estava virado para mim monopolizava a conversa. Ele falava sobre a corrupção cá existente, enquanto os outros anuiam. Eu tive tanta vontade de me levantar e de lhes dizer que colocassem as máscaras, saíssem e fossem para bem longe, de preferência para fora do meu país. Não o fiz e estou mesmo arrependida.

Terminei o meu café, coloquei a máscara e ainda ouvi mais um pouco. Então percebi que eles estão cá porque, como dizia o speaker de serviço “a saúde e a segurança social são boas em Portugal”. Só faltou dizer, eu pelo menos não ouvi, que têm médico de família, coisa que não acontece comigo. E também não explicou como sabe que a Segurança Social é boa, possivelmente aproveita para receber uns subsídios sociais. 

O cretino falador acabou por dizer que isto aqui também era bom porque Espanha está logo ali e um pouco mais à frente está França, acrescentando que um dia destes foi de manhã em viagem a uma cidade italiana e ainda tinha voltado a tempo do jantar.

O meu país tem muitos defeitos. É verdade que a corrupção parece grassar como uma doença contagiosa, mas, que me desculpem os brasileiros amigos de Portugal, digam-me lá se o país daqueles homens e daquela mulher é o berço mundial dos santinhos e das pessoas honestas. Reparem que eu se estivesse acolhida no Brasil, nem isto diria. Porque vêm, então, para cá falar mal do meu país na minha cara? Ele é para mim como a minha família. Eu até posso não gostar de algumas atitudes, mas isso é comigo. Não venham pessoas de fora falar mal seja de quem for, porque eu isso não admito.

Imagem: Desobrigado

A malhar em ferro frio

Oh! senhor ministro Eduardo Cabrita, lá vem o agendamento potestativo, aquela figura regimental da Assembleia da República que o obriga, neste caso, a ir responder à respetiva comissão de inquérito. Pensava que tinha deixado de ser o bombo da festa? Eutambém.

O debate parlamentar sobre estado da Nação aconteceu e nada de interessante lá se passou, a não ser o Primeiro-Ministro ter estado no seu melhor e a oposição, salvo poucas exceções, ter-se mantido igual a si mesma. Sem ideias. Repetitiva e desinteressante. Gritou, “malhou” mais uma vez no ministro que, coitado, não há mal que não lhe aconteça, mesmo assim, não se justifica tamanho assédio, qualquer um, neste difícil lugar da governação não faria melhor. Naquela toada de sempre, cedo a oposição deu o debate por perdido e entregou os pontos a António Costa. Agora alguém quer uma segunda oportunidade.

Senhor ministro deixe-os. Esqueça-os até à ida ao Parlamento. Olhe, aconselho-lhe um livro de Olga Tokarczuk, escritora polaca, que estou a ler. Tem o título “Viagens”. Eu diria que se trata de um relato de viagens efetivas e de outras viagens simbólicas por diversos assuntos. Muitos são densos, mesmo muito pesados. Eu gosto de livros escritos assim. 

Existe um tema sobre uma coleção de aberrações humanas que é muito doloroso para fazer frente a insónias. Mesmo assim, não me incentiva a desistir, até porque tenho esperança de encontrar o último capítulo de um desaparecimento de uma mãe e de um filho, a que a autora vai voltando, que saíram do carro deixando o condutor ao volante. Iam só ali. Os dois caminharam, caminharam e desapareceram. Estavam de visita a uma ilha. A população e a polícia procuraram dias a fio e ainda não os encontraram. Como é hábito, o condutor que é o marido da desaparecida e o pai da criança, é o principal suspeito da polícia.

Agora leio um texto mesmo a propósito do sono que me foge. A autora refere-se à glândula pineal, no seguimento de uma história que contava sobre um homem que recorreu a uma ex-namorada, que não via há muito tempo, para o ajudar a morrer já que sofria de uma doença incapacitante, degenerativa, incurável e não encontrou quem o ajudasse a pôr fim ao sofrimento. A seguir ela lembra-se da glândula pineal, que designa de um “terceiro olho escondido”. 

Fiquei tão curiosa com este terceiro olho que fui pesquisar. Glândulas? Sei que temos muitas espalhadas pelo corpo, mas esta pareceu-me muito mais interessante. Apesar de encontrar um texto que refere que esta é muito considerada nas pseudociências. 

Olha que pena! E nas ciências a sério? Talvez seja melhor ficar por aqui. Para ser verdadeira o que despertou o meu interesse foi a escritora lhe chamar o “terceiro olho” (porque se localiza algures no cérebro?), mas não encontrei qualquer justificação para ela assim a designar. Ainda li que René Descartes acreditava que a glândula pineal seria a “principal sede da alma”, e isto já volta a ter o seu interesse. Ah! voltando às funções desta glândula: produz melatonina que modula os padrões do sono. Passou a ser a minha glândula preferida. Ela tem de saber esta informação.

Quanto à designação da autora como sendo um terceiro olho, pode ter a ver com a sua existência sob a pele de alguns peixes, répteis e anfíbios, onde recebe informações de luz diretamente. Saibam que a Wikipédia me deu uma grande ajuda https://pt.wikipedia.org/wiki/Glândula_pineal).

Imagem: Desobrigado.com

Delta alastra e Alemanha alivia

Ora aí está a noticia. A variante Delta  do SarsCov2 começa a alastrar na Alemanha. Agora este país pondera aliviar as regras apertadas em relação a Portugal. O que quer dizer que está disponível para nos oferecer mais contágios.

Veja mais informações aqui: https://www.lusa.pt/international/article/2021-07-01/33827171/covid-19-berlim-admite-rever-posição-sobre-portugal-face-progressão-da-variante-delta-na-alemanha

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