Boas noticias

Encontrei-as na LUSA (Agência de Noticias de Portugal).

Os alunos do ensino superior público, no próximo ano, vão ter reforço dos apoios sociais.

Incêndio de Vale da Serra foi declarado extinto à 1:45.

Paulo Macedo (CGD) diz que é normal que os depósitos venham a ser remunerados.

A Rede Portuguesa de Arte Contemporânea vai contribuir de forma decisiva para a alteração da paisagem da arte contemporânea portuguesa (disse o diretor-geral das Artes). Será uma boa noticia?

Na próxima terça feira vai ser inaugurada, na Torre do Tombo, em Lisboa, uma mostra documental e bibliográfica de José Saramago, o Nobel da literatura português.

O Papa Francisco considerou que o internato de crianças índias no Canadá foi “um genocídio”. Uma boa noticia sobre acontecimentos medonhos.

Imagem: LUSA

O DN terá memórias

As histórias que o Diário de Notícias (DN) tem contado ao longo de mais de 150 anos vão ser preservadas graças aos homens e às mulheres que não admitem que as suas memórias se esfumem.

Eles fizeram um apelo público para a classificação urgente do arquivo e o processo foi iniciado em maio de 2020. Ontem o Conselho de Ministros determinou que o arquivo do DN seja classificado de “bem arquivístico de interesse nacional”.

Com as devidas aspas transcrevo um extrato da notícia da agência Lusa que nos indica o que está abrangido pela classificação dada aos arquivos pelo Governo: “… a classificação abrange “bens arquivísticos e fotográficos custodiados, atualmente, pela empresa Global Média Group”, designadamente o arquivo administrativo e o “o arquivo da redação”, como “dossiers temáticos, recortes de imprensa, recortes de censura, desenhos originais de inúmeras individualidades … o património de natureza fotográfica”, incluindo “negativos de gelatina e sal de prata em vidro e em película, chapas de vidro históricas, provas em papel”.

Quero continuar a ver as histórias da tua histórias DN.

Sol na eira e água no nabal

Isso assim seria um milagre. Despedir os trabalhadores quando os lucros diminuem e tê-los de volta com um estalar de dedos isso não era milagre, isso era burrice de quem trabalha.

Quando a Covid-19 se espalhou pelo mundo as pessoas deixaram de viajar e os aviões ficaram em terra. Então os sábios gestores das companhias aéreas, dos aeroportos e os governos dispensaram os trabalhadores. Eles tiveram de fazer-se à vida. Procuraram alternativas para sobreviver.

Hoje todos gostavam de os ter de volta para ajudar a encaixar as verbas que as pessoas estão prontas a repor. E agora quem mandou os trabalhadores embora está a mostrar como a sua gestão foi incompetente e alguns deles estão a deixar os cargos. Ao que tudo indica não se trata só de falta de trabalhadores, muitas outras falhas estão a ser enunciadas por especialistas.

Quando os voos são suprimidas as pessoas transbordam nos aeroportos e ficam entregues a si próprias. Os seus direitos não são respeitados. Os governos fazem orelhas moucas e os responsáveis das empresas dizem que lhes faltam trabalhadores e estes aproveitam e fazem greves reivindicando melhores condições de trabalho e salários mais justos. A estes, quem lhes pode levar a mal? Quando a crise se instalou foram os primeiros a senti-la.

Sol na eira e água no nabal era assim que os gestores das companhias aéreas gostavam que acontecesse. Isso assim seria um milagre. Despedir trabalhadores quando os lucros diminuem e tê-los de volta com um estalar de dedos isso não era milagre, isso era burrice de quem trabalha.

Imagem: agência Lusa

A montanha das culpas às costas

A gente do PS é exímia em atirar cascas de bananas para depois escorrer. Não sei porque os outros partidos se preocupam tanto em guerrear com quem tem maioria absoluta porque os portugueses assim quiseram. Pensam que os derrubam na Assembleia da República? Julgam que o Presidente dissolve o Parlamento? Acreditam que conseguem aprovar moções de censura? São todos os ingénuos impacientes. Talvez seja mais eficaz dar tempo ao tempo, que um dia destes as escorregadelas talvez provoquem doença grave.

Desta vez talvez nem tenha sido o caso. Talvez nem tenha havido cascas de banana no caminho. Ou, melhor dizendo, talvez as cascas tenham lá estado, mas alguém tenha apontado o dedo dizendo: “Cuidado que elas estão aí. Isto tem de ser assim para parecer que vais escorregar”.

Eu sei que não houve quem interpretasse assim e também sei que não consigo apresentar um fundamento forte. Mas pensem um pouco comigo. A decisão apresentada pelo ministro não podia deixar de ter o acordo de António Costa. Mas nos projetos das obras no Montijo parece já haver concurso ganho e a empresa estava a ser preterida em favor de um instituto português. Este e muitos mais interesses devem estar em jogo. O Primeiro-Ministro estava na cimeira da NATO. Claro que as pressões devem ter sido muitas. O Presidente também deve ter dado uma ajuda substancial para o ministro carregar a montanha das culpas. Claro que todos eles sabem que as coisas tinham de se passar assim, mas coitado do Pedro Nuno que tem de carregar com o fardo da incompetência.  

Mas, um dia destes, muito antes de ser tempo de algum deles escrever as memórias, haverá quem conte como se passou esta história. E eu quero saber.

Imagem: Agência Lusa

Há discurso novo

O novo líder do Partido Social Democrata (PSD) apareceu na TV e fez uma declaração bombástica. Disse ele, mais ou menos isto: “O Governo de António Costa, ainda com tão poucos meses, está desgastado”.

Luís Montenegro retomou o discurso de Rui Rio durante a última campanha eleitoral. Lembram-se de o vermos percorrer as ruas e as estradas do país gritando que António Costa estava tão cansado, tão desgastado que, coitado, não podia ir longe.

Todos sabemos o resultado que o PSD obteve, menos o atual líder do partido.  Então temos de lhe dizer que foi assim: PS = 41,37%; PSD = 27,67% (eleição legislativa 2022, fonte: CNE). Gosta? Então insista.

A imagem que se segue não completa o texto ela é por si só uma notícia, um ruído, uma demonstração de insensibilidade. Olhem para ela e vejam se descobrem a mensagem. Dou uma ajuda dizendo que se trata da diretora adjunta da FAO, que é a Agência das Nações Unidas para erradicar a fome no Mundo. A fotografada dava uma entrevista à RTP no âmbito do seu cargo, enquanto decorria a Cimeira dos Oceanos, em Lisboa.

Imagem: Desobrigado.com (captada da TV)

Os 27 disseram SIM

Uma boa notícia para a Ucrânia. Oxalá retraia os invasores do país de Zelensky.

Vi há pouco na LUSA que os 27 países da União Europeia foram unânimes ao atribuir à Ucrânia o estatuto de país candidato à integração. Não é muito, mas dão mais uma vez, a Putin, um sinal de apoio a um país que ele está a arrasar.

Imagem: Agência LUSA

Ela pintou a vida

As pinturas de Paula Rego têm pessoas reais lá dentro.

Eu adoro as histórias que a Paula Rego conta na sua Obra. Eu sei que foge ao que o comum dos mortais costuma achar aceitável quando se fala de emoção, mas, é mesmo assim, acontece-me ter vontade de chorar quando vejo os seus desenhos. São tão reais as pessoas que figuram nos seus quadros. O sofrimento do ser humano está ali tão forte, tão comovente. As pinturas de Paula Rego têm pessoas reais lá dentro. Desde as expressões dadas aos rostos, aos desenhos dos corpos, às histórias de vidas contadas, às roupas que vestem as pessoas, aos sapatos que as calçam, aos ambientes onde estão colocadas, tudo é espetacular.

Hoje, a propósito da sua morte, vi tantas imagens da sua obra que, apesar de estar cheia de tristeza por ela ter partido, me deliciaram. Mas também acrescentou tristeza a minha tristeza pela sua morte o facto de ter deixado de acalentar a esperança de trocar umas palavras com ela. Adorava ter-lhe dito como a estimava e como gostava da sua Arte.  

Há quem diga que Paula Rego pintou o medo, pois eu digo que ela pintou a vida.

Uma história com muitas vidas lá dentro

Hoje apetece-me contar um pouquinho, até menos ainda do que isso, de As Sombras de uma Azinheira.

Ouvi, há algum tempo, o autor do livro dizer que este não é autobiográfico, mas enquanto eu o ia lendo via o Laborinho Lúcio nas linhas e nas entrelinhas da sua escrita. Via-o numa das personagens, mesmo quando esta não estava presente ele estava sempre por ali à espreita.

Eu podia contar muito das vidas que por ali vão passando, mas é preferível que abram o livro e o apreciem. Só quero trazer para este texto a protagonista Catarina, que é uma linda e culta mulher. Ela teve duas perdas irreparáveis no dia do seu nascimento. A mãe morreu nesse mesmo dia e o pai virou-lhe as costas, nem a quis conhecer. Mas ela teve uma tia e o seu marido que a foram buscar à maternidade e a criaram como se fosse sua filha.

A Catarina tinha um grande amigo, que todos julgavam ser o seu amor, mas não. Ela era o amor dele, mas ele não era o amor dela. Com o tempo, ele habitou-se a ser o seu maior amigo.

A Catarina teve duas amigas que, essas sim, foram os seus grandes amores. Quando os tios disso souberam foi como se um raio lhes tivesse caído em cima, sendo que a tia foi atingida com muito mais severidade. No dia em que tiveram aquela conversa que tinha que acontecer, ela levantou-se e desapareceu, só muito mais tarde se reaproximaram. Ele, o tio, foi ficando, continuaram a falar e depois, para surpresa da Catarina, disse-lhe que gostava que ela trouxesse a sua amiga a jantar com eles, quanto à tia disse-lhe que não se preocupasse, que falaria com ela. A distância entre os dois ficou, assim, mais curta.

Aquele romance é bonito, é elegantemente descrito. Mesmo quando a primeira relação se desfaz isso acontece com delicadeza. E um novo amor surge na vida da Catarina contado com requinte e ternura.

E, vejam bem, eu que estava a torcer por elas, lá para o fim da história, comecei a ter esperança de que ela ficasse com o seu amigo de sempre. Pensando bem agora, isso não podia ser assim. Laborinho Lúcio, como devem saber, criou uma associação que protege pessoas que costumam ser discriminadas pela sociedade sem mais quê nem porque não (como eu estava a fazer sem pensar nisso). Claro que o fim da história só podia ser aquele que o autor lhe deu.

E eu acabei por gostar da sua sabedoria.

As Sombras de uma Azinheira, de Laborinho Lúcio, da Quetzal

Imagem: Desobrigado.com

Patinhos ao engodo?

No noticiário de domingo, entre ao 21 horas e às 21,30, na RTP3, houve aquilo a que eu designo de tempo de antena de cinco minutos oferecido a um partido político.

A propósito de mais uma invenção do Chega a RTP3 pediu um comentário ao diretor do jornal Público. Não recordo nada do que foi dito pelo jornalista. Só estive a ver o que, possivelmente, queriam que eu visse.

Há uns senhores que inventam assuntos mais ou menos quentes e as televisões lá vão ver se não perdem a caixa. Possivelmente nem foi esse o caso, talvez eu até esteja enganada neste ponto.

Já agora sempre vos digo qual é a história dos “meninos”. Como se sabe, o presidente do Partido Social Democrata (PSD) acaba de ser eleito. Ainda vai haver um congresso e, depois, o novo dirigente tomará posse. Mas, os inventores de factos já o desafiam para um encontro das direitas e das extremas direitas e a RTP3 já foi ouvir um comentador. Pasme-se que a tal conferência terá lugar lá para o mês de julho.

Creio que não perceberam o que me deixou perplexa naquela peça “informativa” da RTP3, têm razão para isso, porque não expliquei claramente, então vejam: enquanto o comentador fazia a sua interpretação sobre a proposta feita ao PSD, que já descrevi, o ecrã da tv estava dividido em duas partes. Do lado direito do ecrã estava o comentador (vá lá, deram-lhe o lado onde a nossa atenção mais tempo se concentra) e, na outra metade, passaram imagens de toda a gente do Chega durante o tempo em que decorreu a conversa. Foram mais de cinco minutos, onde o jornalista aparecia naquela parte do ecrã para fazer uma ou duas perguntazinhas ao comentador e rapidamente voltavam as imagens do Chega. Francamente, RTP.

https://www.rtp.pt/play/p9723/e620279/360-o- (se vos apetecer conferir, cliquem aqui, podem ir diretos aos 17 minutos do programa 360, de 29 de Maio de 2022).

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