Manifestações ainda derrubam governos

Mas reparemos que não é uma população qualquer. Veja-se, por exemplo, que a taxa de analfabetismo no país é de 0,4% e que o IDH é muito alto (0,825).

Aconteceu no Cazaquistão, o governo aumentou os combustíveis e os cidadãos foram para as ruas protestar violentamente. As forças policiais não conseguiram manter a ordem e o governo demitiu-se.

O Cazaquistão é um país da Ásia central, que fez parte da então União Soviética, até 1991, quando se tornou independente. É uma república constitucional, semipresidencialista. A capital é Nur-Sultã.

Já agora acrescento mais algumas informações sobre este país. A língua oficial é o casi e o russo é co-oficial. A sua taxa de analfabetismo é muito baixa (0,4%). O IDH é muito alto (0,825). O país tem fronteiras com a Rússia, com a República Popular da China, com o Quirguistão, com o Usbequistão e com Turcomenistão. A sua moeda é o tenge. A sua população é de quase 19 milhões de habitantes (Fonte: Wikipédia).

E os protestos continuam. O presidente decretou o estado de emergência em todo o país.

Se assim continuar o bacalhau e as batatas ficarão sozinhos na panela

Em Portugal

Esta quantidade de couve portuguesa que aqui vemos custou-me hoje 92 cêntimos. Cada quilo estava a ser vendido no supermercado a 49.

Enquanto preparava o jantar dei por mim a pensar como podem os agricultores tirar algum rendimento cultivando couves que o supermercado vende a este preço.

Um dia destes dizem que chegou ao fim o tempo de fazerem de instituições de solidariedade social. Até porque o Estado português não os compensa minimamente como o faz a essas organizações.

Eu sei que alguém me vai dizer que eu nem sei da missa a metade. E é verdade. Mas sei que, a continuar tudo assim, iremos deixar de ter couve portuguesa para acompanhar o bacalhau e as batatas.

Barco de pesca versus navio cruzeiro

Portugal

Um navio cruzeiro com cerca de 4200 pessoas a bordo entrou no porto de Lisboa com 52 infectados pelo SarsCov2.

Acabo de ler na Lusa que as pessoas que testaram positivo para a Covid-19 foram colocadas de quarentena em hotéis da cidade. As restantes, mais de 4000, foram autorizadas a sair do navio.

Também li na Lusa que, em Viana do Castelo, no dia 30 de dezembro os pescadores, que faziam quarentena desde o dia 19, foram autorizados a sair do barco, depois de testarem negativo para a Covid-19.

Mais palavras para quê?

As flores da solidariedade

Era um terreno baldio, nas traseiras de um prédio de um bairro de Alhandra, onde vivem algumas das senhoras que ali fazem crescer um lindo jardim. Agora abundam roseiras, saudades, malmequeres, moitas de passarinho, ervas aromáticas e muito mais.

O chão barrento é muito pesado para os braços das mulheres, mas um dia uma fez uma cova e colocou lá uma poda de roseira e foi regando, regando e a planta pegou e cresceu. Um outro dia veio uma vizinha da primeira e trouxe outra poda e plantou, regou e mais uma roseira ali surgiu. De vez em quando aparecia mais uma vizinha, que se associava às primeiras. Trazia sementes que metia na terra e que logo germinavam. Foi assim que o jardim foi crescendo.

Mas as “jardineiras” tinham dificuldade em carregar a água para a rega. Tinham de a trazer de longe, de casa. Até que um dia surgiu, como que por magia, uma solução. Aquela é uma terra de gente solidária.

No bairro existem árvores e alguns plantas em canteiros que também precisam que cuidem delas. Quem se encarrega deste trabalho passou a esquecer-se, próximo do jardim das senhoras, de uma mangueira ligada a uma saída de água. Ficou ali, como que abandonada, e a água para a rega do jardim passou a estar mesmo à mão.

Imagem: Desobrigado

Negativo? Não. Não detetável é o termo usado

Caso alguém, como eu, não esteja corretamente informado.

Se fez um teste para saber se está, ou não, infetado com o SarsCov2 não espere encontrar no relatório a palavra NEGATIVO. É verdade que é este o termo que ouvimos constantemente quando nos informam como podemos ultrapassar algumas restrições impostas para prevenir os contágios.

Um dia destes fui fazer um teste ao SarsCov2. Queria ir visitar uma amiga que só pode receber quem apresente um resultado NEGATIVO, para além de fazer a prova da vacinação completa.

Quando recebi o relatório por e-mail, tal como tinha pedido, embora não me sentisse doente, tive um sobressalto, pois não encontrei a informação que tanto queria. A palavra NEGATIVO não estava lá. E não estava, soube mais tarde por alguém que domina esta matéria, porque os técnicos não podem responsabilizar-se escrevendo que o resultado é NEGATIVO. Por isso a palavra, ou melhor dizendo, as palavras NÃO DETECTÁVEL substituem a palaVra NEGATIVO.

Imagem: SNS (Portugal)

Venderam-me castanhas podres

Dia 11 de novembro sem castanhas assadas ou cozidas não é dia de São Martinho e o Santo merece ser celebrado, até porque nos oferece uns dias mais quentinhos quando o outono começa a imitar o inverno. Mas eu tenho de reconsiderar a celebração, pois o supermercado, onde faço usualmente as compras, vendeu-me castanhas podres. Das 520 gramas que comprei metade é lixo.

Onde terá ido o supermercado comprar aquela estrumeira. Amanhã conto ir lá perguntar-lhe se não tem vergonha de enganar assim os clientes.

Em 520 gramas de castanhas estavam estas todas podres (Imagem: Desobrigado.com)

Ganharam com a Covi-19?

Os carros grandes cresceram. As suas dimensões estão maiores. Em número não sei, mas que o seu tamanho afronta os pequeninos que se encolhem entre eles não tenho dúvidas.

Foi a doença destes quase dois anos? era a isto que se referia o secretário de Estado que foi à Europa dizer que Portugal ganhou com a pandemia?

Imagem: Desobrigado.com (estacionamento do Amoreiras Plaza, Lisboa, Portugal)

Eles falavam mal do meu país e a minha raiva crescia, crescia

Palavras que mordem

Sentados à mesa do café, dentro de um centro comercial, em Lisboa, Portugal, com três chávenas de café vazias na mesa, sem máscaras, três brasileiros, dois homens e uma mulher, recriavam-se a falar mal do meu país. Eu ouvia-os e a minha raiva crescia.

Um dos homens, o que estava virado para mim monopolizava a conversa. Ele falava sobre a corrupção cá existente, enquanto os outros anuiam. Eu tive tanta vontade de me levantar e de lhes dizer que colocassem as máscaras, saíssem e fossem para bem longe, de preferência para fora do meu país. Não o fiz e estou mesmo arrependida.

Terminei o meu café, coloquei a máscara e ainda ouvi mais um pouco. Então percebi que eles estão cá porque, como dizia o speaker de serviço “a saúde e a segurança social são boas em Portugal”. Só faltou dizer, eu pelo menos não ouvi, que têm médico de família, coisa que não acontece comigo. E também não explicou como sabe que a Segurança Social é boa, possivelmente aproveita para receber uns subsídios sociais. 

O cretino falador acabou por dizer que isto aqui também era bom porque Espanha está logo ali e um pouco mais à frente está França, acrescentando que um dia destes foi de manhã em viagem a uma cidade italiana e ainda tinha voltado a tempo do jantar.

O meu país tem muitos defeitos. É verdade que a corrupção parece grassar como uma doença contagiosa, mas, que me desculpem os brasileiros amigos de Portugal, digam-me lá se o país daqueles homens e daquela mulher é o berço mundial dos santinhos e das pessoas honestas. Reparem que eu se estivesse acolhida no Brasil, nem isto diria. Porque vêm, então, para cá falar mal do meu país na minha cara? Ele é para mim como a minha família. Eu até posso não gostar de algumas atitudes, mas isso é comigo. Não venham pessoas de fora falar mal seja de quem for, porque eu isso não admito.

Imagem: Desobrigado

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