Puxou fios de muitas meadas como se fossem autênticos fios de pesca, e pescou isto e aquilo, mas não soube escolher os peixes que lhe vieram à rede.
Era uma vez um rapaz que, em dado momento da sua vida, resolveu usar a sua grande inteligência para chegar a informação muito bem guardada, mas não tanto como julgavam os seus donos. Então resolve querer saber isto e aquilo, sobre esta e aquela pessoa, sobre esta e aquela empresa, sobre esta e aquela instituição e até sobre este e aquele governo.
Vai daí, começou a puxar fios de muitas meadas como se fossem autênticos fios de pesca. Pescou isto e aquilo, mas não soube escolher os peixes que lhe vieram à rede. Nem viu que alguns até podiam ser perigosos tubarões. Meteu-se por caminhos ínvios, como já admitiu em tribunal. Agora é ele que está enredado numa malha de acusações. O Ministério Público de Portugal acredita que ele queria tirar proveito de tamanha pescaria.
A inteligência foi mal-usada, ainda deu alguma luta às polícias, mas deixou-se apanhar como um tolo. Por estes dias, senta-se, mais uma vez, no banco dos réus. Agora vive numa daquelas situações que costumamos ver nos filmes. Encontra-se num programa de proteção de testemunhas? Que linda vida que ele arranjou.
Trata-se do Rui Pinto, aquele jovem do caso Football Leaks e de outros casos igualmente mediáticos. Não sei se tem recebido ajudas substantivas, como as que ele deu em alguns grandes processos, pois continua com a vida adiada. Vamos aguardar para ver se tem atenuantes que o devolvam à liberdade, agora que estão a chegar as Jornadas Mundiais da Juventude e o Papa.

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