A paz, sim a paz, devo sublinhar esta linda palavra, PAZ, que homenageio, porque eu vivo a situação que ela designa: tranquilidade, sossego, calma. Eu saio à rua quando me apetece. Encontro tudo o que me faz falta no comércio. Os serviços de que preciso continuam sempre ali à mão, mesmo que chova a potes, mesmo que o sol torre. Mas estou triste com a desumanidade que está espalhada pelo mundo.
Penso na Ucrânia, no que aquela gente sofre, eu que vivo em paz e não tenho sobressaltos, nem preciso de correr para um abrigo ao som das sirenes que anunciam o aproximar da morte.
A minha família, os meus amigos, em suma, os portugueses estão em segurança. As sirenes que anunciam a morte iminente troam na Ucrânia, porque uns vizinhos loucos se lembraram de semear a morte e a devastação naquele país.
Enquanto isto, em Gaza, a morte pelas balas de Israel soma-se à morte pela fome. Estão a ser devastadas as vidas daquelas pessoas. O Hamas fez uma incursão em Israel e o resultado dessa investida foi terrível. Foi ali aplicada toda a desumanidade dos seres humanos. E agora? A vingança parecia ser “olho por olho, dente por dente”, mas a proporção infligida não tem qualquer proporcionalidade.
Israel não está a investir contra o Hamas, Israel tem vindo a dizimar a população de Gaza pelas armas e, agora, também, pela fome. Israel está a abandonar os seus, aqueles que estão presos no tormento de Gaza.
Enquanto os horrores crescem, eu aprecio a paz, embora triste, também, porque o mundo foi silenciado. De vez em quando, algumas vozes se levantam, mas o mundo está surdo.

Deixe um comentário