Ontem, 12 de outubro, houve eleições autárquicas em Portugal. O resultado geral foi como os eleitores quiseram, mas não foi de modo a levar-me a festejar, mesmo assim, celebro. Mas como?
Hoje entrei na livraria Bertrand, percorri a exposição e não vi um livro recente de Pedro Tadeu, “Porque Sou Comunista“, que há alguns dias pensava comprar. Não estava visível, mas sim, a livraria tinha-o. “Veio a semana passada”, disse-me a funcionária, mas não estava à vista dos clientes.
Aproveitei para comprar outro, este de Sophia de Mello Breyner e de Pedro Sousa Tavares, “Os Ciganos“.
Paguei-os e saí com eles debaixo do braço. Já na rua, olhei para os dois livros e pensei: esta é uma boa forma de celebrar. Sim, celebrar o que podia ter acontecido e não aconteceu.
É estranha a celebração? A fotografia explica melhor.

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