O Uruguai rodeado por gigantes

 

Agora que caminho no Uruguai, conto refrear a vontade de seguir a passos largos. Quero situar este país geograficamente, como é sempre o meu objetivo principal. Aqui vou  percorrer a cidade e as redondezas de Montevideu e muito mais!  Depois acelero o ritmo e recupero o tempo gasto a viver as belezas e o aconchego deste país.

Então estou no Uruguai. Já se sabe que há muito considero importantíssimo que se conheça a localização geográfica dos sítios que dão origem às notícias. Encantei-me com a América do Sul e vou continuar até onde o alento me levar. Isto eu já escrevi: estas viagens são ficcionais (por agora?).

Estavam adormecidas há algum tempo, mas hoje apeteceu-me passar para o país seguinte. Continuo na América do Sul. Já subi um pouco. Caminho de Sul para Norte. Cheguei ao Uruguai. Antes de mais vou centrar-me, como sempre, no meu objetivo principal que é o de situar o país geograficamente. Somente para relembrar e fixar o saber.

Encontro-me na fronteira, ao Sul, como sempre virada para Norte. À minha direita encontra-se o Oceano Atlântico. À minha esquerda a Argentina. À minha frente está o Brasil, que envolve o norte do Uruguai. O país é ladeado por este poderoso triunvirato: o Oceano Atlântico; a Argentina e o Brasil. Não creio que se sinta enclausurado. Mas encontro-o tão pequeno rodeado, assim, pelos gigantes.

Agora que está feita a localização geográfica do Uruguai, vou saber mais algumas informações sobre este país. Há tantas coisas interessantes para antever, mas tenho de ser restritiva. Vou cingir-me ao que não podemos deixar de saber. Então: a população do país ronda os 3,5 milhões e há uns 30 anos que se mantêm estável; 1,8 milhões dos habitantes vivem na capital, Montevideu; o Uruguai tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano da América Latina (0,804, muito elevado, 2017);  a superfície é de 176 mil km2; é o segundo país mais pequeno da América do Sul, só o Suriname é menor; a moeda oficial é o peso uruguaio.

Já agora saibamos mais algumas informações interessantes: o futebol é importante e quando o país comemorou o centenário da sua constituição organizou e ganhou, em 1930, o primeiro mundial de futebol. A seleção é designada La Celeste. O seu estádio centenário é uma atração turística; As feiras de segunda mão são designadas por mercados das pulgas; o uso de sal nas mesas dos restaurantes é proibido e é curiosa a forma como ultrapassam a lei pendurando os recipientes com sal em sítio acessível aos clientes; a gastronomia faz-se à base de carnes de vaca e de cordeiro e os churrascos são uma tentação; Existem à volta de 10 milhões de vacas, que são essenciais na economia do país, mas começa a ser preocupante a poluição das águas pelos sistemas de abate de animais.

Antes de deixar este país quero passear pela rambla, essa imensa avenida na orla do rio da Prata. Deliciar-me com uma parrillada, experimentar um um vinho feito à base de espumante e vinho branco seco, saborear o chá-mate, uma infusão amarga, que os uruguaios adoram e costumam tomar em todo o lado. Não quero deixar o Uruguai sem visitar a cidade de Colónia do Sacramento (fundada por um português, no séc. XVII), património mundial pela UNESCO.

 

CONTINUA…

 

… Argentina; América do Sul

A RETOMAR A VIAGEM PELA ARGENTINA – AMÉRICA DO SUL

Continuo o meu caminho. Vejo dançarinos na rua, mas prossigo. O tango fica para outro dia. Quero jantar.

É isso, agora quero jantar. Vou ao encontro de um churrasco (carne de bovino especial). Já penso na bebida com que vou acompanhar a deliciosa carne criada nas Pampas. Dizem-me que é da melhor que há. Ah sim! Claro que quero experimentar um bom vinho argentino (o país é o maior produtor da América do Sul e está entre o quinto e oitavo do mundo, conforme o ano da produção (mistral– 2018-04-28). E a sobremesa? Sim, não vou saltar esse passo. Quero um doce. Vou saber o que me é aconselhado. Ouvi falar nos pastelitos argentinos, que são umas trouxinhas de massa folhada frita, com recheio de doce de marmelo. Mas não devo ter sorte, pois disseram-me que são confecionados só em dias especiais (como feriados patrióticos). Então talvez peça pasta frola. Um tipo de tarte confecionada com uma massa crocante, recheada com doce e fechada com tiras da mesma massa, talvez, assim, tenha sorte. Mas ainda tenho mais uma opção. Uma torta rogel, formada por várias camadas de massa, recheadas de doce de leite e coberta com merengue. Esta sobremesa é bem tentadora.

As etapas pela Argentina vão, então, continuar. Faço mais uma pausa. Tomo um café enquanto me informo sobre o património mundial do país. O Tango inclui-se nesse património, mas já me encontrei com ele em casas elegantes e nas ruas. Hoje quero saber o que posso visitar, ainda, neste país. Agora já sei que o difícil é escolher, tantas são as recomendações.

Ora então vejamos alguns exemplos: a Cova das Mãos, localizada na província de Santa Cruz, na Patagónia. É uma caverna que guarda pinturas de mãos e muitas outras figurações. São sinais que lá foram deixados e terão uns 9000 anos; Ischigualasto e Talampaya (dois parques contíguos) ficam no nordeste da província de San Juan, situam-se 1300 metros acima do nível médio do mar. O clima é seco, as temperaturas são extremas. A chuva cai no verão. A vegetação é a característica do deserto. Os fósseis são umas das suas grandes riquezas; Estâncias Jesuítas, foram construídas entre 1616 e 1725 pelos jesuítas, para apoiar economicamente a sua ação evangelizadora. Hoje servem o turismo; Parque Nacional de Iguaçu, património daUnescodesde 1984, fica na província de Misiones. É uma área protegida criada pela Argentina em 1934 (Wikipédia.org) para proteger as cataratas e a biodiversidade. O parque possui a superfície de 67000 hectares (2/3 são da Argentina e o outro terço é do Brasil); Quebrada de Humahuacaum, um vale isolado onde a habitação remonta a mais de 10000 anos. Estas são só algumas das opções. Vou ter de escolher. Não tenho tempo para conhecer todas estas maravilhas.

Sim, à medida que caminho por estas planuras penso nos argentinos. São perto de 43,5 milhões (2016, in: notionsoline.org). Falam o castelhano. A sua moeda é o peso argentino. Muitos destes homens foram galardoados com Prémios Nobel. Ora vejam: dois deles são Prémios Nobel da Medicina (Bernardo Alberto Houssay – 1947 e César Milstein – 1984); um Prémio Nobel Química (Luis Frederico Leloir – 1970); dois Prémios Nobel da Paz (Carlos Saavedra Lamas – 1936 e Adolfo Perez Esquivel – 1980).

Deixem-me acrescentar que, na Argentina, a democracia perigou muitas vezes e até foi perdida. Os argentinos sofreram prisões, desaparecimentos, morte. Muitos emigraram (classes alta, média e também os mais pobres). Hoje vivem em democracia. Muitos argentinos retornaram. A economia não está de boa saúde, mas breve vai melhorar. As terras da Argentina são férteis. A agricultura é desenvolvida. O turismo é uma das fortes atividades económicas.

Por agora, está tudo visto na Argentina. Eu só queria escrever sobre a sua localização geográfica. Mas… La Argentina me encanta. Sigo para o Uruguai..

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