Magreza extrema continua nos desfiles de moda

 

USOS E ABUSOS

 

Depois de muita controvérsia sobre a magreza de jovens, muito jovens, que se viam nas  passerelles, houve quem anunciasse legislação proibitiva de contratação de manequins subnutridos. Isto aconteceu em 2015. Não creio que alguma coisa tenha mudado, a avaliar pelas fotografias que vejo publicadas em revistas que noticiam os desfiles dos grandes criadores.

Não costumo assistir a desfiles, mas gosto de revistas onde aprecio a criação dos grandes costureiros. Como acontece muitas vezes, em dezembro, comprei a Vogue Paris, Collections Printemps/Été 2020, que folheei rapidamente e coloquei de lado, para a ela voltar, de vez em quando, sempre que me apetecesse.

Um dia destes voltei a olhar para a minha Vogue primavera/verão 2020. Desta vez fui à procura dos meus costureiros favoritos. Vi com atenção os vestidos. Eu gosto muito de vestidos. Ao olhar atentamente para os tecidos e para os seus cortes, comecei a prestar atenção às jovens que vestem as roupas dos criadores. Voltei a encontrar aquela magreza de que tanto se falou há uns cinco anos.

Tirei algumas fotografias a alguns modelos da revista. A qualidade das imagens não é grande coisa, mas ilustra bem o que eu quero mostrar. As marcas parecem não se importar com a magreza extrema dos jovens. Qualquer dia alguém se vai lembrar de, mais uma vez,  fazer uma companha contra esta situação. Para depois continuar tudo na mesma.

 

 

A perícia para recolher os louros das provas alheias – a greve dos motoristas de matérias perigosas está a ser rondada

USOS E ABUSOS

Dez anos? Senhor porta-voz dos motoristas de matérias perigosas não lhe parece muito tempo? Então não sabe quanto essas pessoas ganham mensalmente? como conseguirão gerir as vidas deles só com o ordenado base de uns 600 euros? Não lhe parece que os motoristas e as suas famílias ficaram com as pernas a tremer quando lançou a hipótese de uma greve sem fim à vista? Ah, sim, mais tarde disse que todos os motoristas estão a trabalhar! 

A greve está a ser rondada e não só pelas forças de segurança. Vejam o gentio que tenta cavalgar a onda da greve dos motoristas de matérias perigosas. Uns um pouco mais discretos, outros ostensivamente a aproveitá-la. Possivelmente, só os trabalhadores almejam sair, desta greve, com as suas dignidades intactas e, também, com um pouco de melhorias nos seus vencimentos.

 

 

Greve dos motoristas de matérias perigosas. Os serviços mínimos são médios, máximos e até podem crescer

 

Serviços mínimos de 50, 75 e 100 por cento? A estes números eu chamo serviços médios e máximos.  Mesmo recordando o ensaio de caos que aconteceu na anterior greve dos motoristas de matérias perigosos, afiguram-se uns números algo excessivos. Vendo bem, talvez não sejam, pois ainda a greve não começou e já estão combustíveis esgotados, em diversas estações de serviço, um pouco por todo o país.

Até me parece que o senhor ministro das Infraestruturas e da Habitação deu uma ajuda aos efeitos antecipados da greve, quando aconselhou os portugueses a precaverem-se abastecendo os carros antecipadamente, esquecendo-se de aconselhar, igualmente, os empresários das estações de serviço a reescalonar o reabastecimento. Então aconteceu que os cidadãos ouviram o ministro e foram encher os depósitos e os que se atrasaram já andam por aí de bomba em bomba. Imaginem quem se está já a rir!

Os representantes dos trabalhadores não gostaram que tantos venham a ser obrigados a ir trabalhar e apresentaram uma Impugnação dos Serviços Mínimos decretados pelo Governo, mas o Tribunal não lhes deu razão. Devem cumprir a Lei. Eles dizem que sim, mas temos de aguardar para ver, pois nas entrelinhas vou ouvindo algumas frases preocupantes.

Os sindicatos têm levantado questões que se prendem com irregularidades na prática dos pagamentos aos trabalhadores, denunciando  fugas aos impostos. Ouvi o dirigente da ANTRAN desvalorizar a denuncia, dizendo, mais ou menos isto: se houve alguma prática do género da denunciada só beneficiou os trabalhadores, mas esqueceu-se de dizer que dos valores que deviam ser objeto de descontos em sede de IRS, também o deviam ser na taxação para a Segurança Social e, aí, o trabalhador pagava 11% e o empregador 24,5%. Foi só um lapso!

No meio destas dúvidas todas, quando ouvi as declarações do ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, anunciando aqueles serviços mínimos, assaltou-me a dúvida: quando os trabalhadores estão a cumprir os serviços mínimos, estatisticamente são aderentes à greve, então, assim, os ordenados são pagos pelos empregadores?

Solicitei ao Sindicato dos Funcionários Judiciais uma resposta à minha dúvida, que, prontamente, me respondeu: sim, os trabalhadores, afetos aos serviços mínimos, são pagos nos termos do n.º 4, do artigo 537º, da Lei n.º 7/2009 (Código do Trabalho), porque se mantêm “na estrita medida necessária a essa prestação, sob a autoridade e direção do empregador”.  mas efetivamente integram os números dos aderentes à greve.

Já não ha combustível antes da greve
Imagem: Luis Forra – Lusa (editada por Desobrigado)

Na CGD, SIC e Cristina Ferreira em áreas privados dos clientes

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Ao primeiro Click, SIC e Cristina Ferreira, assim ainda pode ser. Dou os passos seguintes, entro na minha área “privada” da Caixa Direta (Caixa Geral de Depósitos – CGD) nem preciso de clikar,  elas aí estão: SIC e Cristina Ferreira.

Não tenho nada contra a SIC ou contra a Cristina Ferreira, mas francamente senhores administradores da CGD, isto assim é uma imposição abusiva. Eu não tenho alternativa, preciso de usar este serviço (contribuo, tal como outros clientes, para a redução de pessoal na CGD) mesmo assim, tenho de consumir a publicidade que vos é paga? Será que estou a ver mal esta situação? Talvez o correspondente valor venha a aparecer na minha conta…

SIC e Cristina Ferreira na Caixa Direta
Imagem: Desobrigado

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