Magreza extrema continua nos desfiles de moda

 

USOS E ABUSOS

 

Depois de muita controvérsia sobre a magreza de jovens, muito jovens, que se viam nas  passerelles, houve quem anunciasse legislação proibitiva de contratação de manequins subnutridos. Isto aconteceu em 2015. Não creio que alguma coisa tenha mudado, a avaliar pelas fotografias que vejo publicadas em revistas que noticiam os desfiles dos grandes criadores.

Não costumo assistir a desfiles, mas gosto de revistas onde aprecio a criação dos grandes costureiros. Como acontece muitas vezes, em dezembro, comprei a Vogue Paris, Collections Printemps/Été 2020, que folheei rapidamente e coloquei de lado, para a ela voltar, de vez em quando, sempre que me apetecesse.

Um dia destes voltei a olhar para a minha Vogue primavera/verão 2020. Desta vez fui à procura dos meus costureiros favoritos. Vi com atenção os vestidos. Eu gosto muito de vestidos. Ao olhar atentamente para os tecidos e para os seus cortes, comecei a prestar atenção às jovens que vestem as roupas dos criadores. Voltei a encontrar aquela magreza de que tanto se falou há uns cinco anos.

Tirei algumas fotografias a alguns modelos da revista. A qualidade das imagens não é grande coisa, mas ilustra bem o que eu quero mostrar. As marcas parecem não se importar com a magreza extrema dos jovens. Qualquer dia alguém se vai lembrar de, mais uma vez,  fazer uma companha contra esta situação. Para depois continuar tudo na mesma.

 

 

E se a moda pega? Abriu loja “profundamente tecnológica” designada de laboratório

LÁ FORA E CÁ DENTRO

 

Ouvi e li a notícia por aqui e por ali. No Campus da Universidade Nova em Carcavelos, o grupo Jerónimo Martins, abriu uma loja, com 20 trabalhadores, onde só é possível fazer compras usando uma aplicação informática no telemóvel.

Os operadores de caixa estão dispensados. Os clientes entram, servem-se, pagam e saem. E se a moda pega? Os cerca de 100 000 trabalhadores (fonte: Wikipédia, números de 2018) dos três países onde o grupo Jerónimo Martins opera (Portugal, Polónia e Colômbia) podem estar descansados? A diretora-geral do Pingo Doce disse à Lusa que a loja não é replicável, mas também acrescentou que a tecnologia pode ser.

Chamam-lhe “loja laboratório”. Dizem que querem testar os “hábitos de consumo da geração Z (geração mais digital)”.

 

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑