Faltou gente no debate. Não?

EM PORTUGAL

A RTP debateu ontem o futuro da Europa. Ora vejam quem compôs o painel e digam-me se a pluralidade política não encolheu.

Hoje ouvi a RTP dizer que foram pessoas que detiveram altos cargos na União Europeia. Não sei se estava a responder a algumas críticas.

A mim pareceu-me que o critério foi estabelecido e “serviu como uma luva” ao PSD e ao PS. O critério podia ter sido um pouco mais amplo. Ah sim já me esquecia que também pode ter sido por motivos de saúde pública, que tem hoje as “costas largas”.





Quando informação é confusão

Em tempos de Covid-19, as televisões devem ser ainda mais cuidadosas com as imagens com que ilustram as peças noticiosas. Se desadequadas podem falsear a notícia.

Aconteceu há dias, e não foi a primeira vez, estava a ver um noticiário quando passaram uma peça sobre a Comissão Europeia. O jornalista ia lendo a informação e passavam imagens de um encontro informal da presidente da Comissão com alguns políticos de diversos países da União. Estavam todos muito próximos e não havia quem usasse máscaras. Uma pessoa que estava sentada ao meu lado disse isto: “Assim é que eles dão o exemplo às outras pessoas? Olha como eles falam nas caras uns dos outros. Onde estão as máscaras e a distância de segurança?” Eu expliquei que eram imagens antigas, de quando ainda não havia esta doença e que a televisão as tinha ido buscar ao arquivo só para ilustrar a peça. Não devo ter sido muito convincente na explicação, porque o meu interlocutor olhou-me fixamente como que dizendo: não acredito. Saibam que não foi a primeira pessoa que me fez uma observação assim. 

Ora a televisão, neste caso era a RTP, podia colocar uma legenda indicando que eram imagens de arquivo. Já vi assim na SIC. Os bons exemplos devem ser seguidos para, pelo menos, não baralhar os cidadãos e no futuro não levar em erro os estudiosos do comportamento das pessoas em tempos desta pandemia.

Imagem: DGS

Herói até a defender os carcereiros

Ensinamentos

 

Por vezes recordamos os heróis. Hoje lembrei-me de Nelson Mandela (1918-2013) e de uma história que ouvi no programa Olhar o Mundo (RTP3).

Como todos sabemos, Nelson Mandela, antes de se tornar presidente da África do Sul (1994 a 1999) lutou contra o apartheid, por isso, foi julgado e mantido preso durante 27 anos, quando já era um advogado bem-sucedido.

A prisão situava-se numa ilha. Os guardas prisionais chegavam e partiam de barco. As carreiras eram poucas, por vezes, ou porque o mar não estava de feição ou porque os motores tinham avarias, chegavam atrasados.

Quando aconteciam os contratempos, sem que os homens tivessem qualquer culpa, os superiores hierárquicos levantavam-lhes processos disciplinares e eles enfrentavam sérios problemas. Então, Nelson Mandela, constituía-se seu advogado. Defendia os carcereiros.

Nelson Mandela, foi libertado em 1990. Em 1993 foi Prémio Nobel da Paz (com Frederich De Klerk). Em 1994 foi eleito presidente da República da África do Sul.

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