Menos restrições, mais mortes e as vacinas ali tão perto

A celebração do Natal, em família mais alargada, deu nisto, quando devíamos ser pacientes e muito cuidadosos nas nossas vidas diárias. É mesmo “morrer na praia”.

Nesta vaga, Portugal está à frente de muitos países europeus nos números de contagiados e de mortes por Covid-19. Olhemos para Espanha, para França, para Itália, para a Alemanha, para o Reino Unido e vejamos os milhões de habitantes e os números dos infetados e dos mortos. Se fizermos as devidas proporções concluiremos que os nossos números são maiores, francamente maiores. 

Já era sabido que o SarsCov2 aproveitava todas as aberturas às restrições de contatos para infetar as pessoas, mas os governantes tinham de dar o seu ar de bonzinhos. Deixaram celebrar o Natal em família mais alargada. Recomendaram que se ingerissem as refeições rapidamente longe uns dos outros e se colocassem as máscaras como se fossemos robôs.

Tanta generosidade deu nisto: mais infeções, mais doentes, mais internados, mais mortos e as vacinas ali tão perto. 

Ajundando a manter a fé nos portugueses

ENSINAMENTOS

O Natal está mesmo a bater à porta, mas eu vou dizer-lhe que tenho muita pena de este ano não o receber cá em casa. Peço-lhe que apareça lá para dezembro de 2021, se o SarsCov2 tiver sido derrotado. 

O vírus até parece saber que as empresas farmacêuticas estão a ser ágeis na criação das vacinas e que rapidamente as autoridades competentes estão a aprovar os medicamentos. Enquanto isso acontece, ele está a mutar-se e a capacitar-se para contagiar mais rapidamente. O Reino Unido já identificou uma mutação 70% mais contagiosa. Muitos outros países já estão a dificultar a entrada de cidadãos de lá regressados, mas, alguns deles, já admitiram que a alteração pode já circular entre as suas populações.

Portugal, como não podia deixar de ser, só deixa entrar portugueses ou cidadãos britânicos cá residentes e se tiverem testes de despistagem da Covid-19 negativos. No entanto, quem está em Portugal, neste Natal, pode deslocar-se por todo o país. As autoridades só apelam à boa consciência das pessoas. As restrições retornarão na passagem de ano.

Os governantes não querem obrigar os portugueses a afastarem-se uns dos outros no Natal. Eu não concordo. É verdade que todos parecemos ser especialistas em saúde pública. Eu também já vou sabendo mais um pouco sobre este novo Coronavírus e quando ouço os cientistas estou sempre muito atenta. Foi assim que ouvi, um dia destes, Henrique Oliveira, matemático e professor no Instituto Superior Técnico, dizer (na SIC notícias) que, se festejarmos o Natal, como as autoridades políticas permitem, vamos ter mais de 800 a 1500 mortos (além daqueles que aconteceriam se não houvesse medidas menos restritivas) tendo acrescentado que as projeções que tem feito, sobre a pandemia, têm estado sempre certas. Ouvindo isto, podíamos meter o travão ou até a marcha atrás, mas não, vamos arriscar, tendo fé de que as pessoas, não estando proibidas, cumprirão todas as regras de segurança que lhes são aconselhadas. 

O Natal está mesmo a bater à porta, mas eu vou dizer-lhe que tenho muita pena de este ano não o receber cá em casa. Peço-lhe que apareça lá para dezembro de 2021, se o SarsCov2 tiver sido derrotado. Eu costumo celebrá-lo com, pelo menos, mais vinte pessoas, este ano vou fazer de conta que estou feliz.

Amigos de longa data agora não obrigado. Vale mais nunca do que tarde

ERRÂNCIAS

A partir do próximo sábado, Portugal estará incluído no corredor verde do Reino Unido. A medida aplica-se a quem sair daquele país a partir do dia 22 de agosto. No regresso estão dispensados de fazer quarentena. Apetece-me dizer que vale mais nunca do que tarde, embora os políticos e os operadores turísticos de Portugal não estejam de acordo.

O corredor verde do Reino Unido está a perder muitos dos destinos isentos de quarentena no regresso a casa, pois o SarsCov2 continua a espalhar-se e a fazer os países ultrapassar a linha vermelha traçada pelo Reino Unido. Agora as autoridades britânicas aproveitam o alívio do número das infeções em Portugal e colocam o país no seu corredor. 

A partir do próximo sábado, quem vier cá já está dispensado de fazer quarentena no regresso.  Acontece que os números da pandemia, que crescem um pouco por toda a Europa, também aumentam por lá. Hoje foram noticiadas 1182 novas infeções, o maior número desde o dia 21 de junho. Em Portugal existem hoje 12940 infetados ativos(1)em 10,28 milhões de habitantes e 291 novos casos. 

Agora que o mês de agosto está a chegar ao fim, que o número dos infetados cresce entre os britânicos, que os prejuízos no turismo em Portugal já estão feitos, podia-se aproveitar e corrigir aquela imagem de que por cá só queremos saber dos números da economia, dizendo desculpem lá meus amigos de longa data mas, agora não, obrigado.

(1)Não parecem estar disponíveis estes números do Reino Unido. 66,6 milhões de habitantes.

Os idos de Portugal fazem quarentena no Reino Unido? Se sim, porquê?

PORTUGAL

Para britânico ver e para alguns portugueses perceberem melhor, comecemos a comunicar da forma que mais nos interessa. O que é mais importante vem no topo da notícia e a nossa informação principal é aquela que nos dá o número das pessoas que já estão recuperadas da Covid-19.

Eu comunicaria assim: em Portugal, hoje, atingimos os 27505 recuperados. Só já temos 14636 infetados ativos. 1576 pessoas morreram. 

Voltando ao corredor do Reino Unido, a que só alguns países terão acesso. Quem chegue lá, segundo se diz, ido de Portugal ficará forçosamente de quarentena. Os britânicos gostam do nosso sol, mas nem tanto que estejam dispostos a, no regresso, ficarem lá presos em casa.  Isto não seria bom para o nosso turismo. Possivelmente a saúde pública portuguesa agradecia. Veja-se o que por lá se passa. 

Volto aos dados relativos aos doentes Covid-19, que parece ser o que motiva a exclusão de Portugal do tal corredor, mas analisando objetivamente a informação o resultado não bate certo. Eu olhei para os números de quatro países: Portugal, Espanha, França e Itália. Destes só os turistas oriundos de Portugal seriam obrigados a ficar de quarentena no regresso ao país. O fundamento para a exclusão é o número de infetados. Então convido-vos a olhar para o quadro.

Os números Covid-19 em países SIM e NÃO no corredor do Reino Unido

PaísInfetadosRecuperadosInfetados ativosPopulaçãoInfetados ativos em cada 10000Frequência do corredor Reino Unido
Espanha249271150376988954694000021SIM
França16480176274885276699000013SIM
Itália24057819024850330603600008SIM
Portugal4214127505146361056200014NÃO

Destes quatro países só Itália se destaca com um número muito mais baixo de infetados em cada 10000 habitantes. Espanha tem um número muito superior ao de Portugal. Então olhem e digam-me porque incluem as pessoas idas de Portugal na obrigatoriedade de ficarem de quarentena?

Vamos aguardar. Talvez seja só especulação. Os britânicos são nossos aliados muito antigos. Lembram-se?

O Bruno Fernandes ruma ao Reino Unido

PORTUGAL

 

Todos os grandes meios de comunicação social fazem assim com o futebol? Claro que  sim!

O Bruno Fernandes vai mesmo jogar no Manchester United.  Em troca o Sporting Clube de Portugal encaixa, logo à partida, 50 milhões de euros e o jogador vai receber um ordenadinho de uns quatro milhões. Não é coisa pouca, mesmo assim, a cobertura da RTP parece-me um tanto rídicula.

Ora vejam, ainda o avião do jogador esperava por ele no hangar, em Portugal, e já a televisão pública portuguesa tinha uma equipa (jornalista e operador de câmara) no Reino Unido para receber o jogador.

Bem podia aguardar e ir vê-lo no primeiro jogo…

 

Bruno Fernandes
Imagem: Carlos Rodrigues

 

Reino Unido. No fim era ou Boris Johnson ou Jeremy Hunt. Ganhou Boris e já mora no número 10

O MUNDO

 

As minhas previsões, como eu própria calculava, estavam erradas. Boris Johnson foi à final com Jeremy Hunt e ganhou.

Boris ainda quis dar um empurrãozinho à minha previsão da sua derrota. Ensaiou aquela cena lá em casa. Houve cacos pelo chão, gritaria a sair pelas janelas e polícia a bater-lhe à porta, mas não foi nada. Serviu-me de pouco aquela algazarra. A minha previsão foi derrotada.

Boris Johnson é líder dos Conservadores britânicos e Primeiro-Ministro indigitado hoje pela rainha Isabel II.

Vou aguardar pela projeção dos novos episódios, mas não arrisco previsões.

 

Boris Johnson e Jeremy Hunt, um deles vai liderar os Conservadores britânicos. 160 mil militantes vão decidir

 

O MUNDO

 

Boris Johnson e Jeremy Hunt, um deles vai liderar o partido Conservador do Reino Unido. 160 mil militantes conservadores têm a última palavra. Votam no fim do próximo mês.

Os deputados conservadores votaram, votaram e escolheram o anterior e o atual ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Boris Johnson ganhou em todos os rounds, mas, no fim a conquista é de Jeremy Hunt. É o meu palpite. Vão ver que acerto. Não tarda saberemos.

 

 

Os galgos de Macau estão a salvo

COISAS TRISTES

Imaginem 532 destes animais deixados para trás no encerramento de um negócio que os explorava. Hoje estão a salvo 517 (os outros 15 morreram). Entravam num dos ramos do negócio da diversão em Macau. O Mundo adotou-os.

Enquanto não seguem viagem, estão realojados. 100 organizações internacionais ajudaram no processo. Os galgos serão acolhidos nos EUA, em Itália, no Reino Unido, na Alemanha, em Hong Kong e na Austrália.

Oxalá tenham agora mais sorte!

Viver como um lorde

Ora vejam lá, a propósito de umas imagens que vi do Parlamento do Reino Unido, por onde eu vou passar, embora a passos largos. Só para relembramos.

A primeira coisa que eu gostava de referir é que o Reino Unido agrega a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte.

A Grã-Bretanha reune a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. A propósito, a outra Bretanha pertence a França.

O Parlamento integra o Reino Unido e os territórios britânicos ultramarinos. Este compõe-se pela Câmara Alta (ou Casa dos Lordes), Câmara Baixa (ou Casa dos Comuns) e Coroa (a Monarca).

A Camara Alta é composta por 26 membros espirituais (Igreja Anglicana) que conservam o cargo enquanto desempenharem as funções eclesiásticas. A nobreza britânica é representada por 734 membros vitalícios. A Câmara dos Comuns é composta por 650 membros eleitos.

A propósito da Câmara Alta. Sabem que nós, portugueses, para designarmos quem ostenta a riqueza usamos a expressão: vive como um lorde.

Então, quando eu vejo aquelas imagens das câmaras do Parlamento do Reino Unido, principalmente da Câmara Alta, costumo rir e dizer: “Então se são lordes porque vivem tão apertadinhos naquela casinha?”. Depois lá me lembro e acrescento: “Ah pois, sim, são um reino unido”.

Sim, mas se virmos a monumentalidade dos espaços, quando despidos de gente, ficamos deslumbrados. Casinha? Ora essa…

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