Geringonça, qual geringonça!

Geringonça?  Uma verdadeira geringonça vi eu hoje. Um animal de pernas altas, mesmo muito altas, que terminam em patas com uns dedos bem compridos. Um pescoço pelado, igualmente compridíssimo. Ostenta um corpanzil ladeado de dois grandes tufos de penas, que são as asas. Possui um rabo que é um autêntico espanador. O animal oscila à medida que passa o peso de uma para a outra perna. Este animal é conhecido por avestruz. Este animal é uma engenhoca. Este animal é a verdadeira geringonça.

Agora que as referências a gerigonça vão rareando, sem que se saiba porquê, apeteceu-me falar de geringonça. Geringonça é uma coisa desconjuntada, mal amanhada, que a todo o momento se pode desmantelar.

De geringonça designaram o conjunto dos partidos políticos que apoia o Governo de António Costa na Assembleia da República. Comentadores, jornalistas, políticos todos têm atirado geringonça para aqui, geringonça para ali…

Mas estas duas últimas enumerações, efetivamente, não são geringonças. A primeira das duas, aquela coisa mal-amanhada, não é uma geringonça é uma edificação mal concebida, mal desenhada, mal construída. A segunda, o conjunto de partidos que apoia o Governo de António Costa, com o correr dos tempos, tem “solidificado”. Não se tem desconjuntado. Não é uma geringonça.

A verdadeira geringonça é este animal mal amanhado e de andar desconjuntado. Imaginem, caso não conheçam, este corpanzil a 70 quilómetros à hora…

 

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