Saco, precisa? A pergunta antecede a contabilização das compras

INCONGRUÊNCIAS

Saco, precisa? Inicia-se assim o processo de pagamento nas caixas dos supermercados.

Acontece-me sempre que faço compras em qualquer dos supermercados do meu bairro. Quando me aproximo das caixas, para efetuar o pagamento, vem a pergunta sacramental: “Saco, precisa?”

A preocupação com o modo como levo as compras para casa já me aborrece. Parece-me que, de algum modo, pode subverter os fundamentos da legislação que criou a obrigatoriedade de pagamento dos sacos de plástico leves. O pagamento de 10 cêntimos, por cada saco, visava desmotivar as pessoas a atirar plástico para o meio-ambiente.

É verdade que os sacos já não são leves e o dinheiro que pagamos por eles já não obedece àquela distribuição: 75% para o Estado; 13,5% para o Fundo de Conservação da Natureza e da Biodiversidade; 8,5% para a Agência Portuguesa do Ambiente; 2% AT; 1% para a Inspeção Geral da Agricultura do Mar e do Ambiente (Lei n.º 82-D/2014, de 31 de dezembro – Lei da Reforma da Fiscalidade Verde).

O produto das vendas dos sacos de plástico, nos supermercados, só pode ser adstrito a uma boa causa ambiental ou outra igualmente boa. Se assim não é porque fazem sempre aquela pergunta: “Saco, precisa?”.

À consideração das associações ambientalistas.

Sacos leves

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