Viagem em Cuba (I)

Não há “mares de rosas”, mas as rosas existem mesmo.

No dia um de março deste ano de 2022 deslumbrei-me logo no primeiro assomo pela janela. Os tripulantes foram exímios no desenho daquele quarto crescente de lua por cima do oceano e das serras que cercam Santiago de Cuba. De cima das nuvens brancas, descemos rumo ao brilho do sol que acolheu escaldando os passageiros e a tripulação que vinham de uma viagem longa, mas serena.

E, então, quando o desenho do quarto crescente da lua se completou, o avião deslizou pela longa pista e foi abrir as portas em frente ao edifício do aeroporto.

Não há “mares de rosas”, mas as rosas existem mesmo.

Manifestações ainda derrubam governos

Mas reparemos que não é uma população qualquer. Veja-se, por exemplo, que a taxa de analfabetismo no país é de 0,4% e que o IDH é muito alto (0,825).

Aconteceu no Cazaquistão, o governo aumentou os combustíveis e os cidadãos foram para as ruas protestar violentamente. As forças policiais não conseguiram manter a ordem e o governo demitiu-se.

O Cazaquistão é um país da Ásia central, que fez parte da então União Soviética, até 1991, quando se tornou independente. É uma república constitucional, semipresidencialista. A capital é Nur-Sultã.

Já agora acrescento mais algumas informações sobre este país. A língua oficial é o casi e o russo é co-oficial. A sua taxa de analfabetismo é muito baixa (0,4%). O IDH é muito alto (0,825). O país tem fronteiras com a Rússia, com a República Popular da China, com o Quirguistão, com o Usbequistão e com Turcomenistão. A sua moeda é o tenge. A sua população é de quase 19 milhões de habitantes (Fonte: Wikipédia).

E os protestos continuam. O presidente decretou o estado de emergência em todo o país.

Os simples que pretendem libertar extraterrestres – Área 51, Estado do Nevada, nos EUA – já são dois milhões

NO MUNDO DOS SIMPLES ELES CORREM MAIS DO QUE AS BALAS

 

Que me desculpem aqueles que se organizam e batalham, por esse mundo fora, em defesa das liberdades, mas hoje vou dar preferência a uma manifestação que está marcada para o dia 20 de setembro, nos Estados Unidos da América (EUA), em defesa de ilusões de vidas que podem estar aprisionadas.

Os possíveis aderentes à causa da libertação foram convocados pela rede social Facebook e estão a deixar em polvorosa as autoridades e os 54 habitantes de Rachel, a localidade mais próxima da Área 51, no Estado do Nevada, EUA.

Tudo parece ter começado por ser uma brincadeira, mas muitas pessoas levaram a sério a hipótese de conseguirem libertar as “vidas encerradas” indevidamente pelas autoridades, na Área 51, uma base da Força Aérea, cuja existência só foi admitida pelas autoridades dos EUA, no ano de 2013.

Há muito tempo que alguns norte-americanos acreditam que naquela área de testes está depositada uma nave de extraterrestres que terá caído em Roswell no ano de 1947 e, também, acreditam que mantêm lá encerrados seres de outros planetas.

Quando os militares já avisaram que não entrarão civis na Base, devemos perguntar se os potenciais libertadores não terão medo do poderio das armas? Nem pensar.  Eles até afirmam, como incentivo aos que se possam amedrontar, que “se correrem muito, conseguem correr mais do que as balas”.

As autoridades do condado de Lincoln, onde se situa a Área 51,  afirmam que “o Céu nos proteja”, caso 5000 pessoas se lembrem de aparecer. Então e se lá chegam os dois milhões que as agências noticiosas informam já serem esperados? Vamos aguardar pelas notícias do próximo dia 20 de setembro para sabermos o desfecho.

 

 

Reino Unido. No fim era ou Boris Johnson ou Jeremy Hunt. Ganhou Boris e já mora no número 10

O MUNDO

 

As minhas previsões, como eu própria calculava, estavam erradas. Boris Johnson foi à final com Jeremy Hunt e ganhou.

Boris ainda quis dar um empurrãozinho à minha previsão da sua derrota. Ensaiou aquela cena lá em casa. Houve cacos pelo chão, gritaria a sair pelas janelas e polícia a bater-lhe à porta, mas não foi nada. Serviu-me de pouco aquela algazarra. A minha previsão foi derrotada.

Boris Johnson é líder dos Conservadores britânicos e Primeiro-Ministro indigitado hoje pela rainha Isabel II.

Vou aguardar pela projeção dos novos episódios, mas não arrisco previsões.

 

Boris Johnson e Jeremy Hunt, um deles vai liderar os Conservadores britânicos. 160 mil militantes vão decidir

 

O MUNDO

 

Boris Johnson e Jeremy Hunt, um deles vai liderar o partido Conservador do Reino Unido. 160 mil militantes conservadores têm a última palavra. Votam no fim do próximo mês.

Os deputados conservadores votaram, votaram e escolheram o anterior e o atual ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Boris Johnson ganhou em todos os rounds, mas, no fim a conquista é de Jeremy Hunt. É o meu palpite. Vão ver que acerto. Não tarda saberemos.

 

 

República da Macedónia do Norte. A Grécia aprovou o Acordo

O MUNDO

 

República da Macedónia do Norte. Lembram-se? Tenho vindo a dar aqui noticias sobre as negociações entre a Grécia e a Macedónia para a alteração do nome deste último país independente desde 1991. Agora parece estar tudo terminado. O Acordo de Prespes foi hoje aprovado no parlamento grego.

A Grécia deixa de vetar a entrada da Macedónia nas organizações internacionais (NATO, UE e outras) e a Macedónia adota o nome de República da Macedónia do Norte.

A nova designação do país já foi votada favoravelmente, no parlamento macedónio, no  dia 11. Mas, na Grécia, o Acordo enfrentou grande oposição no parlamento, onde os debates decorreram durante três dias.

Hoje houve finalmente a votação. Mas dos 300 deputados só 153 votaram a favor (145 do Syriza e oito independentes). Vamos aguardar novos episódios…

 

 

 

Ruanda integra imigrantes. Oxalá o bom exemplo prolifere

O MUNDO

 

Hoje que vejo noticiado, na Lusa, que, em 2018, morreram no Mediterrâneo 2262 pessoas e que mais de 113000, das que deixaram os seus países, conseguiram chegar à Europa, recordo uma informação de ontem, no programa ZOOM África, da RTP, bem interessante, sobre a integração de imigrantes num país africano, o Ruanda.

O Ruanda, sim é mesmo esse país, onde, no início dos anos noventa do século passado, aconteceu a devastação de uma etnia que ficou conhecida por o genocídio do Ruanda. Depois das convulsões, que se seguiram às atrocidades, a democracia e a economia têm crescido. As políticas para a integrar quem lhe bate à porta, têm funcionado de forma exemplar.

As pessoas que saem dos seus países à procura de sobrevivência, têm conseguido acesso a crédito para a criação dos próprios empregos ou postos de trabalho lado a lado com os nacionais, sem qualquer discriminação. Desde o ano de 2016 já foram integradas, desta forma, mais de 3000 pessoas. Parece pouco?

Importa saber que o Ruanda continua a ser um país pobre, que, em 1959, iniciou o processo para se tornar independente da Bélgica. O turismo é a principal fonte de rendimento do país. 90% da sua população vive da agricultura. O Índice de Desenvolvimento Humano é baixo (IDH 0,524 – estimativa de 2017). Tem onze milhões e meio de habitantes. Só tem fronteiras terrestes (com o Uganda, o Burundi, a República Democrática do Congo e a Tanzânia). A capital é Kigali.

O Ruanda, onde uma etnia quase dizimou outra, pode dizer-se que está a dar cartas na integração das pessoas que lá chegam à procura de melhores condições de vida. Oxalá o bom exemplo prolifere.

 

O reino de Tonga e as palavras

O MUNDO

O reino de Tonga surgiu no livro que estou a ler. Mais um de Paul Theroux. Nesta obra o escritor fala de uma viagem que fez pelo Sul do seu país, os Estados Unidos da América, onde foi surpreendido pelas péssimas condições de vida dos seus compatriotas, que ele chega a comparar aos países de África que ele percorreu demoradamente. Digo-vos que é bem interessante.

Neste livro, Paul Theroux, escreve sobre o uso de algumas palavras por segregados e segregadores, que ainda hoje são proibidas para os últimos e que os outros usam como sendo só suas. Um direito de propriedade só deles.

A propósito do uso de algumas palavras, o escritor conta que, no reino de Tonga, os cidadãos comuns estão proibidos de falar usando termos das pessoas de alta estirpe. Não duvido do escritor, mas fui saber um pouco mais sobre esta proibição absurda.

O que encontrei sobre os tonganeses: têm um analfabetismo de 0,8%; o Índice de  Desenvolvimento Humano é de 0,726 (IDH-elevado); a terra pertence toda à Coroa e é administrada pelos nobres; “todos os homens, quando atingem 16 anos, têm o direito de alugar, por uma pequena taxa e para a vida, 8 1/4 acres (3,4 hectares) de terra arável, mais uma cota pequena na cidade para sua casa (in:https://www.portalsaofrancisco.com.br/turismo/tonga)”.

Talvez em alguns destes factos e nos antigos tabus resida o fundamento para aquelas proibições.

Debrucei-me um pouco mais sobre este país e perdi-me nos encantos deste arquipélago da Polinésia, no centro-sul da Oceania. Tonga é um reino que se tornou independente do Reino Unido em 1970. Tem 748 km2. A divisão administrativa é composta por três conjuntos de ilhas. Tem 112 000 habitantes (estimativa de 2018. Em 1960 eram 50 000). Os nacionais são designados por tongaleses. Os idiomas são o tongalês e o inglês. Tem fronteiras a norte com o território Frances de Wallis e Samoa, a nordeste com Samoa Americana, a leste com territórios da Nova Zelândia, a oeste com Fiji e ao sul com Kermadec.

 

 

 

 

 

 

 

Negociaram e o Prémio Nobel da Paz vem a caminho

O MUNDO

 

Eles negociaram e chegaram a um acordo. A Macedónia vai passar a designar-se “República da Macedónia do Norte”. Agora, os protagonistas, os primeiros-ministros grego e macedónio, estão nomeados para o Prémio Nobel da Paz.

O que acordaram ainda vai passar pelos parlamentos dos dois países, mas o caminho está quase todo percorrido. 80 dos 120 deputados macedónios já disseram, há algum tempo, sim à adopção de “República da Macedónia do Norte” para designar o país.

Antes, no dia 30 de setembro, a Macedónia foi a votos. O país referendou a possibilidade de alteração do nome do país para “República da Macedónia do Norte”. A maioria dos votantes disse sim, mas a afluência às urnas foi curta e resultado da votação não foi válido.

O diferendo que tem sido mantido entre os dois países parece estar próximo do fim. O sobressalto em que a Grécia vivia, por receios de reivindicações de território da região grega da Macedónia, está apaziguado e os negociadores podem vir a ganhar o Prémio Nobel da Paz.

 

São Martinho dos Tigres, província do Namibe, sul de Angola

O MUNDO

 

Encontrei, por acaso,  a Baía dos Tigres e a aldeia de São Martinho. Não as procurava. Não se procura o que não existe. 

Não existiam para mim. Agora sei que a Lusa publicou uma reportagem sobre este lugar magnífico, apesar de fantasmagórico, mas passou-me desapercebida. Submergiu-a a informação diária.

Quando testava a veracidade de uma informação deparei-me com um tema deveras interessante e com imagens de edifícios espetaculares, no meio de um deserto, meio engolidos pela areia. Fiquei presa àquele sítio surpreendente. Tudo nele é incrível.

Então fui saber mais um pouco. Li tudo o que encontrei sobre a Baía dos Tigres, onde se situa São Martinho, na província do Namibe, no sul de Angola. Uma aldeia de pescadores algarvios que para lá remaram no século XIX e lá ficaram até 1975,

Hoje a Baía dos Tigres está transformada em ilha. Isto acontece alternadamente. Ora é ilha ora é baía. A natureza encarrega-se desta alternância.

Hoje, são Martinho dos Tigres, não tem habitantes. As casas estão entregues às areias. Tem um administrador, com 100 km2 sob a sua guarda à distância. Não existem condições para exercer lá as suas funções. Não há água doce, nem meios de transportes que lhe levem os bens essenciais.

A conduta de água doce foi destruída. A Baía dos Tigres passou a ser uma ilha. A aldeia é  um fantasma, que aguarda a concretização de projetos turísticos, sempre abandonados. Chegam lá alguns visitantes nos seus jipes todo-o-terreno.

Chamaram-lhe Baía dos Tigres, não se sabe porquê. Tais animais nunca lá existiram. Contam-se lendas. A que mais me encanta diz que o nome deriva do som das ventanias no mar e no areal, assemelhando-se ao ronronar forte dos tigres.

 

 

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