Bens duradouros ou não duradouros?

Outra vez as estatísticas. Hoje publico algumas informações sobre o consumo das famílias portuguesas.

Os dados referem-se ao período de 2000 a 2016 e mostram a evolução, separadamente, do consumo de bens não duradouros e de bens duradouros.

Abaixo publico dois gráficos (1 e 2) que representam, respetivamente, a evolução do consumo de bens não duradouros e bens duradouros.

bens não duradouros

bens duradouros
Fonte dos dados estatísticos: Pordata. Imagens: DESOBRIGADO.

Desemprego em Portugal

Hoje vamos olhar para os números do desemprego em Portugal.

As estatísticas mostram que em cada 100 pessoas ativas existe, quase sempre, um número elevado de desempregadas. Então vejamos o gráfico que abaixo publico.

Fonte dos dados estatísticos: Pordata. Imagem: Desobrigado.

Agora olhemos para as barras. Aqui vemos a percentagem de desempregados sempre a subir, com exceção do ano de 2008 onde desce ligeiramente. Nos anos seguintes  a percentagem dispara. Em 2013, em cada 100 pessoas ativas 16,2 estão desempregadas.

A partir de 2014 começa a inversão da tendência de subida, mas ainda com 14% de pessoas sem trabalho.

Relativamente ao ano de 2017, o Instituto Nacional de Estatística informa que, no terceiro trimestre, a taxa de desemprego é de 8.5.

Nascimentos em Portugal

Volto às estatísticas. Hoje para verificar como vão os nascimentos em Portugal.

As estatísticas já disponibilizam informação até ao ano de 2016. Então podemos olhar um pouco para os dados e para o gráfico que a seguir publico, que mostram os nascimentos de nados-vivos de mães residentes em Portugal.

gráficos nascimentos
Fonte dos dados estatísticos: Pordata. Imagem: Desobrigado.

O que se verifica, numa primeira análise, é que desde o ano de 2000 existe mesmo uma grande tendência de descida do número de nascimentos, embora com umas subidas pontuais nos anos de 2005, 2008, 2010.

Já nos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014 verifica-se uma descida, ainda mais acentuada, em todos os anos. Em 2015 e 2016 volta a verificar-se uma tendência de subida.

Nota: a Pordata mostra, na sua página da Internet, um contador de nascimentos diários em Portugal. Às 15h e 06 m de hoje registava 153 nascimentos.

Falta escolaridade em Portugal

No último texto que publiquei refleti sobre a evolução lenta, mas positiva, da escolaridade superior em Portugal. Hoje volto a essas estatísticas. Mas refiro-me àquilo a que se pode designar como o reverso daquela medalha.

Sim, trata-se da informação mais negativa das estatísticas da escolaridade em Portugal. Esta prende-se com o número, ainda muito elevado, de pessoas sem qualquer nível de escolaridade, nos anos de 1998 a 2016.

Quando se analisa o gráfico, que abaixo publico, verifica-se que a percentagem das pessoas, sem nível de escolaridade, tem vindo a descer. Em 1998 situava-se em 19,1%.

Aquela percentagem, efetivamente, desceu até 2011, ano em que aconteceu uma subida de 0,3%. Dos anos de 2012 a 2016 o valor continuou a descer.

Apesar de ter baixado, veja-se que em cada 100 pessoas, em 2016, oito não possuíam nível de escolaridade.

Olhemos, ainda, mais para os números. A população residente em Portugal, em 2016, era de 10.325.452 de pessoas. Sendo que 8.873.827 tinha 15 e mais anos e, neste grande grupo etário, 701.032 não possuía nível de escolaridade. É um número muito elevado e muito penalizante.

Não podemos considerar estas umas boas estatísticas.

gráfico não escolaridade

Fonte dos dados estatísticos: Pordata. Imagem: Desobrigado.

Nota: devemos ter em conta que não possuir nível de escolaridade não significa ser analfabeto. O analfabetismo é tratado nos censos à população. O último teve lugar em 2011 e, lá, essa informação indica a existência de 499.936 pessoas que não sabiam ler nem escrever.

A escolaridade superior em Portugal cresce a passo de caracol

Volto às estatísticas da população portuguesa. Hoje quero mostrar a evolução do número de pessoas com um nível de escolaridade superior.

Estas estatísticas são relativas a pessoas, residentes em Portugal, com 15 e mais anos. No período entre 1998 e 2016.

Então olhemos para o gráfico que abaixo publico, onde se verifica, que, em 1998, só 6,1%  das pessoas possuía escolaridade superior. Mas, em 2016, já 17,8% daquele grupo etário apresentava aquele nível de escolaridade. Parece razoável a evolução.

Mas se nos fixarmos bem no gráfico verificaremos que o aumento deste nível de escolaridade, na população residente em Portugal, nos últimos 18 anos, foi, em média anual, só de 0,5%.

Já agora, acrescento que olhei também, mas desta vez só muito ligeiramente, para as estatistas da União Europeia – UE (28) do ano de 2016.

Nestas estatísticas  a avaliação da escolaridade é efetuada sobre pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos.

Neste caso Portugal apresenta uma percentagem de 23,9%  da sua população com nível de escolaridade superior (excluídas as pessoas dos 15 aos 24 anos e as que têm mais de 65, que são consideradas em Portugal). Mas a média da EU é de 30.7%.

É verdade, estamos sete pontos percentuais abaixo daquela média.

fráfico ensino superior
Fonte dos dados estatísticos: Pordata. Gráfico: Desobrigado

 

 

Casamentos em Portugal

Já há algum tempo que não olhava para as estatísticas publicadas em Portugal. Hoje volto à informação sobre a população portuguesa. Mais concretamente sobre a evolução do número de casamentos.

Para que se leiam os dados, com mais clareza, elaborei dois gráficos utilizando as estatísticas disponibilizadas pela Pordata.

Entre os anos de 1960 e 2009 verifica-se uma queda muito acentuada do número de casamentos, em Portugal ( gráfico n.º 1).

Nos anos que vão de 2010 a 2016 as estatísticas mostram que houve uma estabilização dos números. Mais,  verifica-se mesmo uma ligeira subida, nos anos de 2015 e 2016 (gráfico n.º 2).

A estabilização,  dos valores estatísticos, prende-se com o facto de, em 2010, ter sido publicada a lei n.º 9/2010, de 31 de maio, entrando em vigor no mês seguinte, instituindo a legalidade dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

casamentos portugal
Gráfico n.º 1. Fonte dos dados estatísticos: Pordata.
casamentos mesmo sexo
Gráfico n.º 2. Fonte dos dados estatísticos: Pordata.

Como pode esta aldeia deixá-los viver assim?

O art.º 65.º da Constituição da República Portuguesa institui: “1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar. …”

Este artigo terá sido revogado? Se não vejam lá como a Constituição da República Portuguesa está a ser incumprida. Em São Teotónio, Odemira, numa extensa rua que desemboca na rotunda da Zambujeira do Mar. um casal de idosos vive numa barraca, em setembro de 2017 (é verdade, não devem ser os únicos no País).

Há muito tempo que me causa tristeza vê-los a viver naquela indignidade. Já tive vontade de fazer perguntas à Junta de Freguesia, à Câmara Municipal de Odemira, à Misericórdia, sobre se não podiam fazer alguma coisa por aqueles seres humanos.

Acabei por abandonar aquela ideia, porque um familiar meu me disse: “Talvez seja melhor não te meteres nisso. Sabes que a solução que vão encontrar para eles, na melhor das hipóteses, é enfiá-los num lar de terceira idade. Deve ser isso que eles não querem”. Naquela altura concordei.

Passou mais um ano e aquelas pessoas lá continuam. Parte-se-me o coração vê-los a viver sem um conforto mínimo, quando na aldeia existem tantas casas devolutas. Vejo tantas portas e tantas janelas que nunca se abrem (eu sei que têm donos, mas a Junta, a Câmara, a Misericórdia…).

As instituições públicas têm o dever de zelar pelos seus cidadãos, principalmente pelos mais desfavorecidos, pelos mais frágeis. Porque não o fazem?

Aquelas duas pessoas são cidadãos portugueses. São duas pessoas idosas. Não sei grande coisa sobre elas. Mas sei que vivem ali. Também sei que os portugueses solidários não têm passado por aquela rua. Ou então aquelas pessoas tornaram-se invisíveis. Se não é o caso, como podem não os ver? Como pode esta aldeia deixá-los viver assim?

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Foto: DESOBRIGADO (o branco é de um lençol a secar).

 

Triste, mesmo triste. O analfabetismo em Portugal

O analfabetismo em Portugal continua a apresentar números  impressionantes. Os governantes portugueses não podem fazer alguma coisa por estas pessoas?

É verdade que os últimos dados conhecidos foram recolhidos nos censos à população em 2011. Mas, tristemente, hoje não devem ser muito diferentes.

População portuguesa Analfabetos
Ano

2011

H/M H M H (3,51%) M (6,77%)
10.562.178 5.046.600  5.515.578  177.136  373.405 

Fonte dos dados estatísticos: INE (2017).

Ora vejam lá, em 2011, a população portuguesa era de 10.562.178. Sendo que 5.046.600 eram homens e 5.515.578 eram mulheres. Neste mesmo ano, 3,51% dos homens e 6,77% das mulheres eram analfabetos.

Ora vejam bem, no ano de 2011, existiam 177.136 homens e 373.405 mulheres que não sabiam ler nem escrever.

Já agora indico que o Instituto Nacional de Estatística (INE) explica assim o analfabetismo “… tendo como referência a idade a partir da qual um individuo que acompanhe o percurso normal do sistema de ensino deve saber ler e escrever. Considerou-se que essa idade correspondia aos 10 anos, equivalente à conclusão do ensino básico primário …”.

Resumindo, para que as pessoas vejam claramente, o INE considera que deve saber ler e escrever quem tem 10 anos ou mais. Portanto aqueles que não sabem ler nem escrever, mas que têm menos de 10 anos não contam para o número de analfabetos.

Então, mesmo para finalizar. Em 2011, em Portugal, 550.541 pessoas, com 10 anos ou mais, não sabiam ler nem escrever. Triste, mesmo triste.

A descer a descer

Toda a gente sabe que os nascimentos em Portugal descem há muito tempo, mas visto assim parece pior.

Ouvi dizer que a linha vai começar a subir. Será verdade? temos de esperar pelos dados de 2016. Quando houver publico.

Imagem1

Fonte dos dados estatísticos:  Pordata, 2017/05/30.

 

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