Os 27 disseram SIM

Uma boa notícia para a Ucrânia. Oxalá retraia os invasores do país de Zelensky.

Vi há pouco na LUSA que os 27 países da União Europeia foram unânimes ao atribuir à Ucrânia o estatuto de país candidato à integração. Não é muito, mas dão mais uma vez, a Putin, um sinal de apoio a um país que ele está a arrasar.

Imagem: Agência LUSA

Barco de pesca versus navio cruzeiro

Portugal

Um navio cruzeiro com cerca de 4200 pessoas a bordo entrou no porto de Lisboa com 52 infectados pelo SarsCov2.

Acabo de ler na Lusa que as pessoas que testaram positivo para a Covid-19 foram colocadas de quarentena em hotéis da cidade. As restantes, mais de 4000, foram autorizadas a sair do navio.

Também li na Lusa que, em Viana do Castelo, no dia 30 de dezembro os pescadores, que faziam quarentena desde o dia 19, foram autorizados a sair do barco, depois de testarem negativo para a Covid-19.

Mais palavras para quê?

Ânsia de mandar?

Sr. Presidente da República, as suas presidências deviam estar a ser um passeio por caminhos rodeados de árvores frondosas e de água a deslizar de cascatas – com viagens, condecorações de agradecimento pelas conquistas para o país, muitas selfies com gente risonha, mergulhos em mar aberto e em albufeiras de água doce. Em vez disso, transformaram-se numa maratona corrida em estradas repletas de escolhos. Eu até lhe diria que tem percorrido, com os portugueses, o caminho das pedras.

Hoje já nem tanto, mas houve tempo em que o seu rosto expressava o seu sofrimento e, por conseguinte, o de todos os cidadãos portugueses. O SARSCov-2 fez adoecer até quem não chegou a ficar infetado.

Foi então que, sem mais quê nem porque não, o Sr. Presidente da República resolveu mostrar-nos aquele seu outro lado, desconhecido de muitos de nós. Fez um rombo naquela sua imagem cativante. Agora vai tentando corrigir o buraco redondo cosendo-lhe um remendo quadrado. Tem feito algumas tentativas como foi aquela quando recebeu a seleção portuguesa de futebol, que tinha sido arredada do Euro 2020, dizendo que também já esteve mal na política. Pareceu-me que, mais uma vez, estava a querer editar e corrigir aquela brecha. Mas o que estava dito estava dito. O Presidente quase jurara a pés juntos que no que de si dependesse as medidas de restrição contra a Covid-19 não seriam repostas. O que ecoou nos ouvidos de muitos portugueses como um grito ofensivo.

Veja que as pessoas, possivelmente entendendo mal, baixaram a guarda.Os números de infetados e de internados com doença grave têm crescido todos os dias. Muitas pessoas continuam a sofrer. Muitas vidas continuam a ser perdidas.

Ontem, a Lusa noticiou que a ministra da saúde, Marta Temido, disse que o Governo tem projeções que apontam para mais de 4000 infeções diárias nas próximas semanas. Hoje, já há notícia de mais 3285 nivos casos de infeção pelo SARSCov2. O que diz a isto Sr. Presidente da República?

Imagem: página oficial da Presidência da República

As famílias ajudam-se, Fátima despede

PORTUGAL

Acabo de ler na Lusa a notícia que já tinha ouvido “sequinha” nas televisões. Parece inócua porque só ouviram a representante do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, mas uns cinquenta trabalhadores, que não tiveram voz, podem ir para o desemprego. Antes de mais, deixem-me colocar já esta informação. Os trabalhadores devem informar-se das condições que têm de preencher para terem direito a receber prestações de desemprego. Julgo ter lido ou ouvido que os convidaram a refletir sobre saírem por sua “livre vontade”.

As famílias em tempos de crise sobrevivem com as economias que foram amealhando sempre que os rendimentos excediam o valor das despesas. Quando não têm rendimentos sobrantes recorrem a empréstimos da Banca. Quando a Banca não empresta recorrem às ajudas da família. Quando a família não pode socorrê-las viram-se para o Estado. Vão sobrevivendo, muitas vezes com dificuldades infinitas, mas não põem os seus na rua porque os rendimentos diminuíram, nem mesmo quando faltam de todo.

Imaginava que o Santuário de Fátima tivesse um procedimento assim à imagem do que fazem as famílias. Julgava que se os rendimentos lhe descessem acomodasse as despesas com o pessoal no pé-de-meia. Pelos vistos não é assim. Parece que não existem receitas sobrantes que possam manter cinquenta das trezentas e oito pessoas que ali prestam serviço. A surpresa foi imensa quando percebi que, para o Santuário de Fátima, como para qualquer empregador, reestruturar é sinónimo de despedir trabalhadores.

Quem vai valer a estas pessoas que vão ficar desempregadas? Deus queira que a Segurança Social tenha registos das suas contribuições e que, pelos menos, elas obtenham a Declaração de Situação de Desemprego nos termos requeridos pelo respetivo regime jurídico. Claro que se não tiverem direito a prestações de desemprego vamos ver e ouvir a Segurança Social ser chamada para a praça pública.

Acabo de ler na Lusa a notícia que já tinha ouvido “sequinha” nas televisões. Parece inócua porque só ouviram a representante do Santuário, Carmo Rodeia, mas uns cinquenta trabalhadores que não tiveram voz, podem ir para o desemprego. Deixem-me colocar já esta informação. Os trabalhadores devem informar-se das condições que devem preencher para terem direito a prestações de desemprego. Julgo ter lido ou ouvido que os convidaram a refletir sobre saírem por sua “livre vontade”.

Noticias falsas? Não. Mentiras!

INCAUTOS

Os três atos eleitorais, que vão ter lugar este ano em Portugal, estão a deixar de sobreaviso muitos daqueles que têm responsabilidade na difusão das noticias no nosso país. Eu também quero estar melhor informada. Não quero ser apanhada na teia das mentiras que alguns tecem para enredar os incautos, de modo a servir objetivos dúbios.

Já todos ouvimos falar ou lemos sobre influenciadores externos no último ato eleitoral nos Estados Unidos da América e na votação do referendo do Brexit no Reino Unido. Pelo menos nestas duas situações parece estar provado ter havido interferência na decisão dos eleitores.

Ora, como vos dizia, quero estar um pouco mais informada. Para mais uma achega ao que se passa nos reinos da informação e da desinformação fui assistir a uma conferência organizada pela agência de noticias LUSA. Digo-vos que foi interessante. Hoje, sobre os debates, só quero referir um exemplo lá dado de uma notícia falsa, que eu vi publicada como verdade em muita da nossa comunicação social.

Lembram-se daquela grande manifestação em Madrid? Onde foi pedida a demissão do presidente do Governo espanhol? Que seguidamente foi demitido pela votação de uma moção de censura nas Cortes? Aquela fotografia, que mostrava uma praça a transbordar de gente, era uma fotografia mentirosa. Tinha pelo menos quatro anos. Assim o disse a conferencista espanhola, da agência de noticias EFE. Ela explicou porque tinha a certeza: naquela foto está visível um banco que já lá não existe há pelo menos quatro anos. Também mostrou a imagem verdadeira da manifestação naquele dia e, assim, percebe-se porque optaram por divulgar uma imagem impostora.

É muito fácil deixarmo-nos enganar nas redes sociais e, também, nos meios de comunicação social clássicos. Já me aconteceu, nas redes sociais. Divulguei um texto e alguém fez o favor de me dizer que aquilo era uma falsidade. Agora quando sinto que o assunto deve ser do conhecimento de mais gente: faço umas pesquisas, vejo onde o assunto nasceu, avalio se aquela fonte merece a minha confiança; se fico satisfeita divulgo; se tenho dúvidas passo à frente e esqueço.

Não quero ajudar falseadores. Não quero ser levada a tomar decisões que não são do meu interesse. Quero pensar. Quero raciocinar. Não quero influências. Não quero guardar imagens manipuladas e mentirosas.  Na hora de fazer a cruz quero que a decisão seja a minha. Quero votar livremente.

Este é um tema bem importante. Vou continuar atenta.

Ruanda integra imigrantes. Oxalá o bom exemplo prolifere

O MUNDO

 

Hoje que vejo noticiado, na Lusa, que, em 2018, morreram no Mediterrâneo 2262 pessoas e que mais de 113000, das que deixaram os seus países, conseguiram chegar à Europa, recordo uma informação de ontem, no programa ZOOM África, da RTP, bem interessante, sobre a integração de imigrantes num país africano, o Ruanda.

O Ruanda, sim é mesmo esse país, onde, no início dos anos noventa do século passado, aconteceu a devastação de uma etnia que ficou conhecida por o genocídio do Ruanda. Depois das convulsões, que se seguiram às atrocidades, a democracia e a economia têm crescido. As políticas para a integrar quem lhe bate à porta, têm funcionado de forma exemplar.

As pessoas que saem dos seus países à procura de sobrevivência, têm conseguido acesso a crédito para a criação dos próprios empregos ou postos de trabalho lado a lado com os nacionais, sem qualquer discriminação. Desde o ano de 2016 já foram integradas, desta forma, mais de 3000 pessoas. Parece pouco?

Importa saber que o Ruanda continua a ser um país pobre, que, em 1959, iniciou o processo para se tornar independente da Bélgica. O turismo é a principal fonte de rendimento do país. 90% da sua população vive da agricultura. O Índice de Desenvolvimento Humano é baixo (IDH 0,524 – estimativa de 2017). Tem onze milhões e meio de habitantes. Só tem fronteiras terrestes (com o Uganda, o Burundi, a República Democrática do Congo e a Tanzânia). A capital é Kigali.

O Ruanda, onde uma etnia quase dizimou outra, pode dizer-se que está a dar cartas na integração das pessoas que lá chegam à procura de melhores condições de vida. Oxalá o bom exemplo prolifere.

 

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