Noticias falsas? Não. Mentiras!

INCAUTOS

Os três atos eleitorais, que vão ter lugar este ano em Portugal, estão a deixar de sobreaviso muitos daqueles que têm responsabilidade na difusão das noticias no nosso país. Eu também quero estar melhor informada. Não quero ser apanhada na teia das mentiras que alguns tecem para enredar os incautos, de modo a servir objetivos dúbios.

Já todos ouvimos falar ou lemos sobre influenciadores externos no último ato eleitoral nos Estados Unidos da América e na votação do referendo do Brexit no Reino Unido. Pelo menos nestas duas situações parece estar provado ter havido interferência na decisão dos eleitores.

Ora, como vos dizia, quero estar um pouco mais informada. Para mais uma achega ao que se passa nos reinos da informação e da desinformação fui assistir a uma conferência organizada pela agência de noticias LUSA. Digo-vos que foi interessante. Hoje, sobre os debates, só quero referir um exemplo lá dado de uma notícia falsa, que eu vi publicada como verdade em muita da nossa comunicação social.

Lembram-se daquela grande manifestação em Madrid? Onde foi pedida a demissão do presidente do Governo espanhol? Que seguidamente foi demitido pela votação de uma moção de censura nas Cortes? Aquela fotografia, que mostrava uma praça a transbordar de gente, era uma fotografia mentirosa. Tinha pelo menos quatro anos. Assim o disse a conferencista espanhola, da agência de noticias EFE. Ela explicou porque tinha a certeza: naquela foto está visível um banco que já lá não existe há pelo menos quatro anos. Também mostrou a imagem verdadeira da manifestação naquele dia e, assim, percebe-se porque optaram por divulgar uma imagem impostora.

É muito fácil deixarmo-nos enganar nas redes sociais e, também, nos meios de comunicação social clássicos. Já me aconteceu, nas redes sociais. Divulguei um texto e alguém fez o favor de me dizer que aquilo era uma falsidade. Agora quando sinto que o assunto deve ser do conhecimento de mais gente: faço umas pesquisas, vejo onde o assunto nasceu, avalio se aquela fonte merece a minha confiança; se fico satisfeita divulgo; se tenho dúvidas passo à frente e esqueço.

Não quero ajudar falseadores. Não quero ser levada a tomar decisões que não são do meu interesse. Quero pensar. Quero raciocinar. Não quero influências. Não quero guardar imagens manipuladas e mentirosas.  Na hora de fazer a cruz quero que a decisão seja a minha. Quero votar livremente.

Este é um tema bem importante. Vou continuar atenta.

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