Essuatíni o país rodeado por Moçambique e África do Sul

Esta ideia de mudar o nome dos países tem muito que se lhe diga, às duas por três ouvimos falar de Essuatíni e ficamos a pensar que país é este? onde se situa geograficamente? E lá temos de recorrer às pesquisas. Felizmente há a Internet que nos ajuda a decifrar estes pequenos enigmas. Mas se não fossem os confrontos no país que foram notícia de rodapé nas televisões eu, pelo menos, continuava desinformada. 

Ora então aí temos, Essuatíni é aquele pequeno país da África Austral rodeado de terra por todos os lados. Mais fácil será dizer que tem fronteiras com Moçambique e com a África do Sul. Trata-se da antiga Suazilândia.

Já agora acrescento mais algumas informações. A capital administrativa é Mbabane e Lobamba a legislativa. A sua população, que não chega a um milhão e meio de pessoas, é muito jovem (idade média 20 anos), mas a sua esperança média de vida é de 58 anos, veja aqui os motivos https://pt.wikipedia.org/wiki/Essuat%C3%ADni. Tornou-se independente do Reino Unido em 1968. A economia é fraca baseando-se na agropecuária. Exporta cana-de-açúcar.

Se gostar de saber mais um pouco sobre este país clik https://www.nationsonline.org/oneworld/swaziland.htm

A notícia foi pouco noticiada: a República da Irlanda também foi a votos

Em tempos de Haddad e Bolsonaro houve notícias pouco noticiadas. Como esta: no passado dia 26 a República da Irlanda elegeu um novo Presidente da República e respondeu em referendo sobre a supressão do crime de blasfémia da Constituição do país.

Os candidatos à Presidência da República eram seis e foi reeleito o atual Presidente, com 55,8% dos votos dos 3,2 milhões de eleitores. Quanto ao referendo, os irlandeses disseram que o crime de blasfémia devia ser banido da Constituição.

Correu bem a reeleição do Presidente da República da Irlanda e o referendo também não deu que falar. Michael Higgins, de 77 anos, ganhou novo mandato. Poucos falaram e menos comentaram as eleições neste país da União Europeia. Foi melhor assim, os 3,2 milhões de eleitores votaram, souberam os resultados e aguardaram calmamente o desenrolar dos acontecimentos eleitorais do outro lado do Atlântico. Esses sim com todos os olhos em cima.

Mas podia-se ter noticiado: as eleições na República da Irlanda só têm uma volta; cada eleitor pode votar em mais do que um candidato, ordenando-os pela ordem da sua preferência; os votos da segunda escolha são transferidos para o candidato mais votado; a contagem dos votos só é feita no dia seguinte. Também podiam ter informado que a Constituição do país tinha inscrito o crime de blasfémia (ofensa religiosa) e que embora a sua previsão se mantivesse havia uns 300 anos que ninguém era condenado.

República da Macedónia do Norte

 

A Macedónia, às portas da região grega com o mesmo nome, vai designar-se República da Macedónia do Norte. O primeiro-ministro, Zoran Zaev, entregou a decisão ao parlamento e 80 dos 120 deputados disseram sim à alteração do nome do país. Segue-se um processo de inclusão de uma emenda na Constituição.

Os macedónios já tinham dito sim à alteração no referendo de 30 de setembro, mas só 30% dos eleitores foram a votos e o resultado não valeu. A Lei fundamental do país determina que têm de votar 50% dos eleitores.

Agora aguardam que os aceitem nas instituições internacionais.

 

 

 

Votaram mas não valeu

Os macedónios foram a votos no último domingo. Deviam ter decidido se o seu país, a Macedónia, passava a usar o nome de República da Macedónia do Norte, mas só 36% de um milhão e oitocentos mil eleitores quiseram decidir. Os votos não valeram.

Nos termos da constituição do país os votantes tinham de ser pelo menos 50% dos eleitores. Embora 90% dos que votaram tivesse dito sim à alteração do nome, nada feito. O primeiro-ministro Zoran Zaev disse que vai levar o assunto ao Parlamento.

A Macedónia tem fronteiras com o Cosovo, a Sérvia, a Bulgária, a Grécia e a Albânia.

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Imagem: Wikipédia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Macedónia ou República da Macedónia do Norte?

Os macedónios vão responder, em referendo no próximo dia 30, se querem, ou não, alterar o nome do seu país, independente desde 1991, de Macedónia para República da Macedónia do Norte.

A Macedónia resultou do desmembramento da Jugoslávia. Tem fronteiras com o Cosovo, a Sérvia, a Bulgária, a Grécia e a Albânia.

É a fronteira com a Grécia que motiva um litígio fundamentado no nome de Macedónia. A Grécia teme que os macedónios reivindiquem a anexação da sua região com o mesmo nome. O diferendo tem dificultado a integração do país nas organizações internacionais.

Os Estados Unidos da América Norte (EUA) apoiam o Sim e o Não é “patrocinado” pela Rússia. Ambos os lados sabem porque fazem uma e não outra opção. Os 2,1 milhões de habitantes, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado (0,748), saberão fazer uma boa escolha.

 

IDH elevado

País Macedónia
Independência 1991
Nome a referendar República da Macedónia do Norte
Fronteiras Kosovo, Sérvia, Bulgária, Grécia; Albânia
População 2,1 milhões
IDH 0,748, elevado

Perfurar até às profundezas? E se a maioria dissesse que não?

Por agora, um pouco egoistamente, esqueço que a chuva está mesmo a fazer falta e delicio-me com este sol que aquece, mas não queima.

A costa portuguesa e todo o País querem continuar a dispensar paz e felicidade aos que cá vivem e a todos os outros que gostam de passar por cá.

Possivelmente, para nos mantermos apreciadores do ar que respiramos, da água que nos mata a sede, dos bens que nos alimentam, alguns semeiam preocupações.

Ouvi dizer e até já vi escrito que há quem queira fazer furos no mar e em terra. Que há quem goste de manter a esperança de ver jorrar das profundezas dos campos e dos mares riquezas imponderáveis.

Nem sei se acredito. Mas se é verdade, porque não nos perguntam se queremos furos no âmago do País?

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Foto: Desobrigado (não deixemos estragar).

Viajar do Carvalhal a Anguilla

As minhas viagens, nos últimos tempos, têm sido muito curtas. As nossas lindas e boas praias têm merecido a minha preferência. Mas hoje apetece-me acrescentar distância à distância que já existe entre mim e as coisas que me costumam fazer feliz.

Agora que a areia da minha praia ainda está quente e as águas continuam frescas como sempre, mas ainda me deixam mergulhar, preparo-me para outra viagem. Quando o fresco  me convidar a partir terei encontrado outro destino.

Como tenho uma fixação em lugares longínquos, pequenos e belos. Novamente me deixei levar até um dos territórios ultramarinos britânicos, até ao arquipélago de Anguilla (lê-se Anguilha). Que foi descoberto por Cristóvão Colombo, em 1493, e se situa nas Caraibas, a norte das Ilhas do Sotavento (Antilhas Menores).

O Clima é tropical. A temperatura média anual situa-se nos 27º. As ilhas que compõem o arquipélago são muitas. As praias são donas de lindas areias brancas. As águas são transparentes. O arquipélago de Anguilla parece-me lindo.

A população do arquipélago ronda os 13700 habitantes (2014). Todos vivem em Anguilla, as restantes ilhas são desabitadas. A língua oficial é o inglês. A capital é The Valley.

A atividade económica centra-se no turismo, nos bancos, na pesca de lagosta.  Exportam sal, blocos de cimento, pescado. A moeda oficial é o Dólar do Caribe-Oriental.

O arquipélago possui um aeroporto internacional  na ilha de Anguilla.

Já estou munida de toda a informação de que precisava.  Anguilla parece-me um bom destino.

Anguilla mapa - wikitravel

Foto: Wikipédia (localização geográfica do arquipélago de Anguilla).

Ilhas Pitcairn – a casa dos amotinados do Bounty

Encantam-me os pequenos e desconhecidos países. Sempre que existe uma oportunidade aproveito para saber, um pouco mais, para além da informação que despertou a minha curiosidade. Hoje é a vez das Ilhas Pitcairn.

Já aqui escrevi sobre territórios ultramarinos britânicos. As Ilhas Pitcairn são um desses territórios. Parece-me bem interessante obter outras informações sobre este agrupamento de ilhas.

As Ilhas Pitcairn situam-se no Pacífico Sul. Distam cerca de 4500 km da Nova Zelândia. As principais ilhas são Pitcairn (a única habitada), tem formação vulcânica e fontes de água doce, Henderson (património da UNESCO) é pouco acidentada e formada por corais, Ducie tem corais e muitas aves marinhas, Oeno tem recifes de corais à sua volta.

As Ilhas Pitcairn constam da tabela de países que integram a Norma ISO 3166 e são a entidade com o menor número de habitantes. São um território administrado por um governador nomeado pela rainha de Inglaterra. A população ronda os 50 habitantes. A sua área é de 47km2 e a sua Zona Económica Exclusiva é de cerca de 830 000 km2.  A capital é Adamstown. As línguas oficiais são o inglês e pitcairnês.

Há ainda muitas outras informações interessantes sobre as Ilhas Pitcairn.

Quem quiser ficar na Ilha tem de pedir uma licença ao governador. Devido à falta de transportes os visitantes podem ter de ficar semanas ou meses.

O transporte para as ilhas é o barco. Não há qualquer pista de aviação. Só uma das ilhas a podia acolher, mas é aquela que é património da UNESCO e não é permitida a construção. O aeroporto mais próximo situa-se a 530 km, nas Ilhas Gambier (em Mangaea). Mesmo os navios não têm porto seguro para ancorar, ficam ao largo e as pessoas são transportadas em pequenos botes até ao porto.

O clima é tropical húmido. As temperaturas médias rondam os 16º C no inverno e os 30º C no verão. Chove moderadamente e os tufões, de vez em quando, passam por lá.

As pedras destas ilhas conservam escritos que indicam por lá terem passado outros povos. Também por lá passaram exploradores, de entre eles também portugueses.

Tudo indica que as ilhas se mantiveram desabitadas até ao ano de 1790, quando os tripulantes, do agora famoso navio Bounty, se amotinaram e aportaram às ilhas onde afundaram o navio e por lá permaneceram, conjuntamente com naturais de outras ilhas que a eles se tinham juntado. A revolta deu argumento para um filme de sucesso em 1935, realizado por Frank Lloyd, que ganhou o óscar para o melhor filme (outras versões se seguiram, embora com menos sucesso).

Aquelas pessoas mantiveram-se desaparecidas durante muitos anos (as cartas marítimas não referenciavam estas ilhas), mas foram novamente descobertas pelos britânicos que as lá deixaram permanecer. As Ilhas tornaram-se britânicas em 1838.

Outras curiosidades. A alimentação baseia-se nos produtos das ilhas. Não há alojamento de hoteleiros, os visitantes conseguem onde ficar, mas devem tratar previamente à viagem. Existem alguns serviços médicos básicos, mas os doentes urgentes podem ter de esperar dias por socorro. A igreja é muito influente, não são bem vistos os costumes de fumar em público, dançar e outras coisas banais. Os telefones não abundam, mas há Internet por satélite para a prevenção sísmica, as pessoas têm este serviço grátis. Existe um serviço de correios, mas as cartas podem demorar meses a chegar ao destino.

Em 2015 foi noticiado que o Reino Unido ia criar uma zona marítima protegida em redor das Ilhas Pitcairn, que abrangeria 833000 km2. O orçamento tinha sido aprovado. Mas não há mais noticias. Em 2017 parece ainda não ter acontecido.

Apesar dos poucos meios de transporte e dos fracos serviços de saúde, não me digam que não querem lá ir?

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Foto: Googlemap (localização geográfica das Ilhas Pitcairn).

E Gibraltar aqui ao lado

Hoje vamos até ao Rochedo, não é desconhecido e também não é longe, mas hoje parece-me uma boa ideia ir até lá e procurar saber coisas sobre Gibraltar (território e estreito). Não vou referir a influência da mitologia na abertura do rochedo e na formação dos Pilares de Hércules. Eu quero saber sobre a atualidade. Até porque o que os técnicos especializados na matéria dizem é que este estreito resulta da separação de duas placas tectónicas – a Placa Euro-Asiática e a Placa Africana.

Gibraltar é um dos territórios ultramarinos britânicos desde 1713 (Tratado de Utrecht): é uma pequena península com 1.2 km de largura e 5 km de comprimento. A norte tem fronteira terrestre com Espanha e a sul, este e oeste com o Mediterrâneo. É estratégico militarmente; o seu clima é temperado mediterrânico.

O estreito de Gibraltar é uma via marítima muito frequentada, diz-se que é das mais frequentadas do Mundo.

Outras informações sobre Gibraltar: tem cerca de 30000 habitantes, que têm respondido em referendos gostar da soberania britânica, embora, de vez em quando, Espanha reclame o território; os seus habitantes são designados de gibraltinos e trabalham, maioritariamente, nas Docas e nas bases da NATO; as principais atividades económicas são as reparações e o abastecimento de navios, o turismo, o comércio; os macacos, que divertem os turistas, fazem parte do património de Gibraltar.

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Foto: Wikipédia – macaco de Gibraltar.

Ainda há muitas outras coisas interessantes sobre Gibraltar, como é o caso da participação, pela primeira vez, de uma seleção de futebol no Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2016, que não correu muito bem. Perderam todos os jogos da fase de qualificação, marcaram dois golos e sofreram 56. Ficou a experiência.

teritorios britanicos

Foto: Google-map – territórios britânicos no mundo (Gibraltar está assinalado à esquerda do “E” de Europa).

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