A notícia foi pouco noticiada: a República da Irlanda também foi a votos

Em tempos de Haddad e Bolsonaro houve notícias pouco noticiadas. Como esta: no passado dia 26 a República da Irlanda elegeu um novo Presidente da República e respondeu em referendo sobre a supressão do crime de blasfémia da Constituição do país.

Os candidatos à Presidência da República eram seis e foi reeleito o atual Presidente, com 55,8% dos votos dos 3,2 milhões de eleitores. Quanto ao referendo, os irlandeses disseram que o crime de blasfémia devia ser banido da Constituição.

Correu bem a reeleição do Presidente da República da Irlanda e o referendo também não deu que falar. Michael Higgins, de 77 anos, ganhou novo mandato. Poucos falaram e menos comentaram as eleições neste país da União Europeia. Foi melhor assim, os 3,2 milhões de eleitores votaram, souberam os resultados e aguardaram calmamente o desenrolar dos acontecimentos eleitorais do outro lado do Atlântico. Esses sim com todos os olhos em cima.

Mas podia-se ter noticiado: as eleições na República da Irlanda só têm uma volta; cada eleitor pode votar em mais do que um candidato, ordenando-os pela ordem da sua preferência; os votos da segunda escolha são transferidos para o candidato mais votado; a contagem dos votos só é feita no dia seguinte. Também podiam ter informado que a Constituição do país tinha inscrito o crime de blasfémia (ofensa religiosa) e que embora a sua previsão se mantivesse havia uns 300 anos que ninguém era condenado.

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