A malhar em ferro frio

Oh! senhor ministro Eduardo Cabrita, lá vem o agendamento potestativo, aquela figura regimental da Assembleia da República que o obriga, neste caso, a ir responder à respetiva comissão de inquérito. Pensava que tinha deixado de ser o bombo da festa? Eutambém.

O debate parlamentar sobre estado da Nação aconteceu e nada de interessante lá se passou, a não ser o Primeiro-Ministro ter estado no seu melhor e a oposição, salvo poucas exceções, ter-se mantido igual a si mesma. Sem ideias. Repetitiva e desinteressante. Gritou, “malhou” mais uma vez no ministro que, coitado, não há mal que não lhe aconteça, mesmo assim, não se justifica tamanho assédio, qualquer um, neste difícil lugar da governação não faria melhor. Naquela toada de sempre, cedo a oposição deu o debate por perdido e entregou os pontos a António Costa. Agora alguém quer uma segunda oportunidade.

Senhor ministro deixe-os. Esqueça-os até à ida ao Parlamento. Olhe, aconselho-lhe um livro de Olga Tokarczuk, escritora polaca, que estou a ler. Tem o título “Viagens”. Eu diria que se trata de um relato de viagens efetivas e de outras viagens simbólicas por diversos assuntos. Muitos são densos, mesmo muito pesados. Eu gosto de livros escritos assim. 

Existe um tema sobre uma coleção de aberrações humanas que é muito doloroso para fazer frente a insónias. Mesmo assim, não me incentiva a desistir, até porque tenho esperança de encontrar o último capítulo de um desaparecimento de uma mãe e de um filho, a que a autora vai voltando, que saíram do carro deixando o condutor ao volante. Iam só ali. Os dois caminharam, caminharam e desapareceram. Estavam de visita a uma ilha. A população e a polícia procuraram dias a fio e ainda não os encontraram. Como é hábito, o condutor que é o marido da desaparecida e o pai da criança, é o principal suspeito da polícia.

Agora leio um texto mesmo a propósito do sono que me foge. A autora refere-se à glândula pineal, no seguimento de uma história que contava sobre um homem que recorreu a uma ex-namorada, que não via há muito tempo, para o ajudar a morrer já que sofria de uma doença incapacitante, degenerativa, incurável e não encontrou quem o ajudasse a pôr fim ao sofrimento. A seguir ela lembra-se da glândula pineal, que designa de um “terceiro olho escondido”. 

Fiquei tão curiosa com este terceiro olho que fui pesquisar. Glândulas? Sei que temos muitas espalhadas pelo corpo, mas esta pareceu-me muito mais interessante. Apesar de encontrar um texto que refere que esta é muito considerada nas pseudociências. 

Olha que pena! E nas ciências a sério? Talvez seja melhor ficar por aqui. Para ser verdadeira o que despertou o meu interesse foi a escritora lhe chamar o “terceiro olho” (porque se localiza algures no cérebro?), mas não encontrei qualquer justificação para ela assim a designar. Ainda li que René Descartes acreditava que a glândula pineal seria a “principal sede da alma”, e isto já volta a ter o seu interesse. Ah! voltando às funções desta glândula: produz melatonina que modula os padrões do sono. Passou a ser a minha glândula preferida. Ela tem de saber esta informação.

Quanto à designação da autora como sendo um terceiro olho, pode ter a ver com a sua existência sob a pele de alguns peixes, répteis e anfíbios, onde recebe informações de luz diretamente. Saibam que a Wikipédia me deu uma grande ajuda https://pt.wikipedia.org/wiki/Glândula_pineal).

Imagem: Desobrigado.com

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